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domingo, 28 de agosto de 2016

JP na Olimpíada (parte 1): A estreia olímpica na Arena Corinthians

Texto e fotos: Fernando Martinez


Quando eu tinha apenas dois dias de vida a Olimpíada de Montreal começou. Claro, não lembro nada do que rolou no Canadá, mas consigo lembrar de algumas coisas de Moscou-80, principalmente o choro do ursinho Misha na cerimônia de encerramento. Desde então, a cada ano bissexto que chega paro durante duas semanas para acompanhar tudo que acontece nos Jogos Olímpicos.

Sempre tive vontade de acompanhar uma Olimpíada de perto, porém confesso que não me imaginava numa, ainda mais sendo realizada no nosso país. Por conta da maré de sorte que tivemos no final da primeira década do século, tive a abençoada chance de ver as duas maiores competições esportivas do planeta pertinho de casa na sequência... um privilégio absoluto! Isso sem contar os Jogos Panamericanos e a Copa das Confederações. Olha, para quem gosta, foi um período dourado.

Comprei parte dos ingressos ainda no primeiro semestre do ano passado, a maioria deles para o torneio masculino e feminino de futebol. Tudo bem, já sabia que que o ambiente não seria o mesmo que vivi durante o Mundial de 2014, só que é fato que eu não poderia ficar de fora. Adquiri entradas para todas as pelejas em São Paulo e a primeira das várias jornadas programadas aconteceu na tarde do dia 3 de agosto.

A Arena Corinthians foi palco da primeira rodada do Grupo F do torneio feminino da Olimpíada. Em campo, as seleções do Canadá e da Austrália, ambas disputando a competição pela terceira vez, buscavam iniciar as suas campanhas com o pé direito.

Contando as cinco edições anteriores dos Jogos, as norte-americanas ocupavam a oitava posição na classificação geral com 14 pontos ganhos. A melhor campanha aconteceu em Londres-12, quando a seleção ficou com a medalha de bronze após vencer a França. A Austrália estava na 12ª posição com cinco pontos e uma única vitória, um 1x0 contra a Grécia em 2004. Dava para crer que uma classificação já seria um resultado e tanto para as meninas da terra do coala.


Canadá e Austrália entrando em campo para a estreia na Olimpíada 2016

Chegar na Arena foi tranquilo, já que o público para a rodada dupla de estreia foi o menor na casa corintiana durante a competição. Sim, o menor, mas isso não quer dizer que tenha sido ruim, já que 20.521 pagantes na tarde de um dia útil assistindo futebol feminino é algo que merece todos os aplausos. A torcida não teve nenhum problema para acessar as dependências da cancha. O destaque ficou por conta do enorme quórum de amigos e conhecidos presente na rodada, com certeza um recorde.

Todos já ocupavam seus lugares marcados quando a árbitra francesa Stephanie Frappart iniciou os trabalhos olímpicos na capital bandeirante. 19 segundos depois Janine Beckie marcou o gol mais rápido da história do certame. A mito Christine Sinclair roubou a bola pela direita e cruzou para a camisa 16 inaugurar o marcador.

A Austrália não se assustou com o gol relâmpago e agiu como se nada tivesse acontecido. As meninas colocaram pressão e encurralaram o Canadá no campo de defesa. As canadenses passaram sufoco e a partida ficou ainda mais sofrida aos 19 minutos com a expulsão da defensora "canuck" Shelina Zadorsky.


Tarde agradável para a minha experiência olímpica em todos os tempos


Zaga do Canadá tentando mandar a bola para longe da área


Catlin Ford, camisa 9 da Austrália, sob marcação da camisa canadense Diana Matheson

Com uma a mais a pressão foi enorme, tanto que ao final dos 45 minutos iniciais a seleção australiana tinha finalizado 11 vezes ao gol contra apenas duas finalizações canadenses... porém gol que é bom, nada. Méritos para a inoperância inofensiva e para o bom trabalho da goleira Stephanie Labbé.

No tempo final a Austrália voltou no mesmo esquema e teve boa chance com Gorry aos cinco minutos, mas a arqueira fez uma defesa segura e impediu o empate. No frigir dos ovos, estar com uma atleta a mais em campo não estava fazendo mais diferença para o time verde e amarelo.

Aos poucos o Canadá foi finalmente se encontrando em campo e passou a acreditar que mesmo com dez poderia ampliar. Aos 26 minutos Van Egmond cometeu pênalti depois de tocar com a mão na pelota dentro da área. A cobrança ficou a cargo de Beckie. Só que ela bateu mal e Williams defendeu.

E justamente quando a Austrália tentava emplacar nova pressão o Canadá ampliou. Steph Catley vacilou e tocou errado. A bola então sobrou para Kyah Simon, que lançou em profundidade e encontrou a artilheira Sinclair livre no comando do ataque. Ela driblou com estilo a goleira e chutou quase do meio de campo para fazer seu 163º gol com a camisa da seleção canadense. A jogadora de 32 anos é a segunda maior artilheira de uma seleção nacional em todos os tempos, atrás apenas de Abby Wambach, dos Estados Unidos.


Cruzamento dentro da área canadense no tempo final


Boa jogada de Sinclair pela direita


Bola levantada na área australiana na direção de quem? Sinclair, claro


O enorme quórum de amigos presentes na estreia olímpica na capital bandeirante

Se não sentiram o primeiro gol, com certeza as australianas sentiram o segundo e não tiveram mais forças para conseguirem melhor sorte na peleja. O placar final de Canadá 2-0 Austrália acabou sendo justo a favor da seleção que foi mais objetiva e que conseguiu superar o fato de jogar mais de 70 minutos em desvantagem numérica.

Finalizada a primeira sessão, agora era hora de conferir o jogo de fundo, um duelo simplesmente surreal em que a presença do JP se fazia obrigatória.

Até lá!

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Voltamos com a programação normal...



Sim, o Jogos Perdidos está desatualizado. Também, a loucura na Olimpíada foi tanta que não restou outra opção, a não ser dar um tempinho com o blog para curtir cada momento dos Jogos do Rio. Teve futebol masculino e feminino, taekwondo, handebol, levantamento de peso, basquete masculino e até luta greco-romana. Tudo isso coroado com a minha presença na cerimônia de encerramento. Acho que estou desculpado.

Aos poucos o dia a dia por aqui vai voltando ao normal e o blog vai voltando à sua rotina de sempre. Agradeço a compreensão de todos!

Fernando

domingo, 31 de julho de 2016

Mauaense vacila e apenas empata com o Bandeirante em casa

Texto: Fernando Martinez. Fotos: Fernando Martinez (exceto as indicadas)


A última sessão de futebol antes da Olimpíada aconteceu sábado passado na cidade de Mauá com um jogo da segunda fase do Campeonato Paulista da Segunda Divisão. Vindo de derrota na rodada de estreia, o Mauaense precisava vencer o genial Bandeirante de Birigui para não se complicar na luta por uma vaguinha nas quartas-de-final.

O Leão da Noroeste era figurinha carimbada na Grande São Paulo até 2010, ano em que caiu para a última divisão e parou de se apresentar na região. Tirando uma matéria do sub-20 no ano passado, não cobríamos uma peleja do time profissional do BEC desde 2011. Muito legal poder voltar a ver um time tão legal de perto.


Grêmio Esportivo Mauaense - Mauá/SP. Foto: Mário Gonçalves


Bandeirante Esporte Clube - Birigui/SP. Foto: Mário Gonçalves

Essa foi a quarta vez que Mauaense e Bandeirante se enfrentaram, a primeira nesse século. Nos três encontros anteriores, todos válidos pela Série A3 e realizados de 1997 a 1999, o equilíbrio foi total: uma vitória para cada lado e um empate. No Estádio Pedro Benedetti, um único jogo, 1x0 a favor da Locomotiva em 1998.

E a partida do sábado foi uma daquelas bem com cara de Segundona, pegada, nervosa e bastante disputada. O Grêmio foi responsável por uma série de boas jogadas, só que pecou demais nas conclusões. Aos 20 minutos a equipe inaugurou o marcador com Tiago, depois do camisa 8 fazer ótima jogada individual.

O BEC até tentou criar oportunidades para o empate, mas viu a peleja chegar ao intervalo com a vantagem parcial para os locais. No tempo final o Grêmio foi ainda mais incisivo, só que o time irritou a torcida presente por conta dos gols perdidos. Dava para terem chegado aos 3x0 sem nenhum problema.


Jorge Mauá atacando pela esquerda


Mais uma ofensiva liderada pelo camisa 18 mauaense


Drible de Tiago antes do gol que abriu o placar no Pedro Benedetti


Disputa de bola no meio de campo

O Bandeirante estava mortinho da silva até que Pedro Braz, atleta que havia entrado em campo pouco antes, fez um golaço aos 41 minutos e deixou tudo igual. O tento primeiramente foi anulado pelo árbitro, e isso deixou o pessoal de Birigui maluco. Minutos depois o árbitro voltou atrás e validou o gol, deixando agora os locais inconformados.

Doze minutos de paralisação depois a partida recomeçou e no pouco tempo restante a Locomotiva ainda teve outra chance cristalina de vitória. Assim como aconteceu em todos os lances do tempo final, ela foi impiedosamente desperdiçada. O resultado pode ter sido injusto, porém como o que vale é bola na rede, não há muito o que reclamar.


Chegada do Leão da Noroeste no tempo final


Bola zanzando dentro da área visitante


Uma das melhores chances de gol a favor da Locomotiva. Infelizmente para sua torcida, o segundo não aconteceu

O placar final de Mauaense 1-1 Bandeirante faz com que o onze de Mauá precise se recuperar de forma gloriosa contra o Diadema nos dois compromissos seguintes. O Leão da Noroeste está na mesma situação e qualquer vacilo pode ser fatal pensando nas quartas de final da competição. O líder do Grupo 7 após duas rodadas é o Santacruzense com seis pontos e o CAD tem três, ocupando a vice-liderança.

Com esse post encerro os trabalhos do "mundo normal", já que a partir da próxima quarta-feira entro de cabeça no mundo olímpico. Vai ter muito futebol e muito, mas muito esporte por aqui até dia 21 de agosto. A expectativa por mais esse grande evento é enorme!

Até a próxima!

O genial amistoso entre Coreia do Sul e Suécia no Pacaembu

Texto e fotos: Fernando Martinez


Na noite da última sexta-feira rolou no Estádio Paulo Machado de Carvalho aquele que foi provavelmente o jogo mais perdido de 2016 por essas bandas. Sim, não é exagero falar assim mesmo estando em julho, afinal, ter a chance de ver um amistoso internacional entre as seleções olímpicas da Suécia e da Coreia do Sul pertinho de casa é um momento único e absolutamente histórico.

Essa partida caiu do céu, ainda mais se levarmos em conta a dificuldade que é rolar um amistoso por aqui, vide o que rolou antes da última Copa do Mundo. Mesmo com várias seleções se preparando pertinho da capital, ninguém foi capaz que marcar um joguinho sequer. O mérito total desse surreal encontro ter acontecido vai para a comunidade coreana da capital, os responsáveis diretos pela realização e organização da peleja.

Dá para deduzir que o número de amigos e conhecidos na velha casa paulistana foi enorme. Ninguém queria perder a chance de ver a primeira apresentação da Suécia em São Paulo em 66 anos. O selecionado escandinavo não atuava por aqui desde o longínquo 16 de julho de 1950, dia do fatídico Maracanazo. Enquanto o Uruguai sagrava-se bi-campeão do mundo no Rio, os suecos venciam a Espanha e terminavam a Copa de 1950 na terceira posição.

Para mim, o jogo teve um sabor ainda maior, já que de acordo com minha programação na Olimpíada, ficaria sem ver os conterrâneos do Abba. Das seis seleções "novas" no torneio de futebol masculino, assistirei quatro in loco, e Suécia e Dinamarca ficariam de fora. Ganhei um time a mais na base da sorte.


Ingresso da genial partida realizada no Pacaembu. Um jogo histórico, sem sombra de dúvida


Seleções perfiladas para os respectivos hinos nacionais

As duas seleções já haviam se enfrentado cinco vezes na história, contando elencos principais e olímpicos. Os times "adultos" jogaram três vezes, com uma vitória europeia e dois empates. Já na história da Olimpíada, foram dois confrontos: o primeiro num sonoro 12x0 em Londres-48, ano em que o time azul e amarelo conquistou a medalha de ouro, e um empate por 1x1 em Barcelona-92. Em 2016, os europeus estão no Grupo B junto com Colômbia, Nigéria e Japão, enquanto os asiáticos fazem parte da chave C junto com Alemanha, México e Ilhas Fiji (!).

Falando da partida em si, a impressão que os sul-coreanos deixaram foi super positiva. Os mais de sete mil presentes, a maior parte orientais, viram uma grande atuação do seu selecionado e a apresentação deu bastante esperança de uma campanha positiva na Olimpíada. No começo, um susto. Ken Sema emendou um perfeito contra-ataque pela direita e abriu o marcador para os escandinavos.


Pacaembu recebendo um belo público para o encontro olímpico entre Suécia e Coreia do Sul


Comemoração escandinava no primeiro gol marcado por Ken Sema


Defesa sueca em lance pela esquerda do ataque sul-coreano


Boa troca de passes no rápido setor ofensivo asiático

Minutos depois a Coreia do Sul teve pênalti marcado a seu favor. O arqueiro sueco defendeu a cobrança, mas o rebote caiu nos pés de Changjin Moon, que chutou forte e deixou tudo igual. O mesmo camisa 16 virou o placar com um golaço. Ele recebeu bom passe dentro da área e chutou no ângulo direito do camisa 1, sem nenhuma chance de defesa.

No começo do tempo final Seungwoo Ryu acertou um chute colocado no canto esquerdo e ampliou a vantagem asiática. Só que a Suécia não se entregou e seis minutos depois fez o segundo com o camisa 13 Jacob Une-Larsson. O restante da peleja teve bom futebol, principalmente por parte dos sul-coreanos, porém o marcador não foi mais alterado.


A Suécia tentou pelo menos o empate, mas a boa atuação da zaga adversária impediu


Bola espirrada dentro da área europeia


Escanteio a favor da Coreia do Sul


Investida pela direita sob a forte marcação sueca

Ao final dos 90 minutos, o placar ficou em Coreia do Sul 3-2 Suécia. Pelo futebol apresentado, ficou claro que o time vermelho e azul pode dar trabalho na Olimpíada mesmo numa chave que conta com a atual campeã mundial e o atual campeão olímpico, enquanto os suecos não devem ir muito longe. Estaremos de olho!

Até a próxima!

segunda-feira, 25 de julho de 2016

VOCEM sai na frente na nova fase da Segundona

Texto e fotos: Fernando Martinez


No último final de semana começou a segunda fase do Campeonato Paulista da Segunda Divisão, para muitos, o começo "real" do certame. Eu fui até o Estádio Antônio Soares de Oliveira para acompanhar o encontro entre Guarulhos e o genial VOCEM de Assis, esse voltando a se apresentar na Grande São Paulo depois de quinze anos.

Na primeira fase da Segundona o onze assisense terminou na vice-liderança do Grupo 1, atrás apenas do Grêmio Prudente no saldo de gols. Aliás, os dois times foram os donos das duas melhores campanhas contando as quatro chaves. O Guarulhos foi o terceiro do Grupo 4, atrás de Portuguesa Santista e Mauaense.


Associação Desportiva Guarulhos - Guarulhos/SP


VOCEM - Assis/SP


O quarteto de arbitragem formado pelo árbitro Flávio Roberto Ribeiro, pelos assistentes Eduardo Vequi Marciano e Enderson Emanoel da Silva e o quarto árbitro Thiago Lourenço de Mattos posam para o JP junto com os capitães dos times

Apesar de um bizarro problema com ingressos, um público razoável marcou presença no campo rubro-negro confiante numa vitória local. O jogo começou bom, só que aos quinze minutos o goleiro do Guarulhos cometeu um erro terrível e o VOCEM fez o primeiro. Henrique bateu falta da intermediária e no meio do caminho Júlio resvalou na pelota. O camisa 1 deixou a bola passar entre seus braços e ela morreu no fundo das redes.

Aos 32, mais uma colaboração de arqueiro, agora do time de Assis. Felipinho recebeu na intermediária, driblou e chutou cheio de estilo. Tudo bem, a bola fez um efeito incrível, porém Stivi foi meio mole no lance e quando percebeu já era tarde. O 1x1 era merecido pelo futebol apresentado.


Troca de passes na esquerda do ataque guarulhense


Zagueiro do VOCEM protegendo a pelota


Foi pênalti ou não? Com razão, o árbitro nada marcou

No tempo final os locais foram muito melhores e o VOCEM apenas se defendeu. Mas quem acabou fazendo o segundo foi justamente o onze bordô e branco. Numa falta pela esquerda a bola foi levantada na área, Eron cruzou, Lucas deu rebote e o zagueiro Alan apareceu para encher o pé e colocar os visitantes em vantagem novamente.

O time da casa não se intimidou com a desvantagem e manteve o mesmo ritmo. O que complicou foi a crônica falta de inspiração guarulhense no setor de ataque. Não adiantou criar uma série de chances, pois elas foram todas desperdiçadas, uma a uma, até o apito final. Uma pena.


Detalhe da cabeçada que originou o segundo gol do VOCEM


Zaga visitante cortando cruzamento feito dentro da área


Detalhe do ingresso vendido em Guarulhos. Não sei dizer o que é mais absurdo nesse comprovante, os times, o campeonato ou a data que ainda não aconteceu. Surreal é pouco

O placar final de Guarulhos 1-2 VOCEM já acende o alerta amarelo pelos lados do Índio. Num grupo que também conta com Osasco FC e Internacional de Bebedouro, agora virou obrigação, além de vencer os dois jogos restantes dentro de casa, triunfar pelo menos uma vez longe dos seus domínios. Não será nada fácil.

Até a próxima!

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Despedida melancólica do vice-campeão paulista Audax da Série D

Texto e fotos: Fernando Martinez


Na noite do domingo aconteceu uma daquelas sessões bem perdidas, mas muito legais de se acompanhar por aqui. O já eliminado Audax recebeu o Boavista de Saquarema para finalizar sua participação no Campeonato Brasileiro da Série D em 2016. O palco do confronto, claro, foi o mais uma vez vazio Estádio José Liberatti.

Com o empate contra o Espírito Santo, o vice-campeão paulista já estava eliminado da competição antes mesmo da última rodada terminar. Já o Boa Vista ainda lutava pela segunda vaga do Grupo A13 na segunda fase da última divisão nacional. Se o jogo era amistoso para os locais, a ideia era pelo menos vencer a primeira e fazer o primeiro gol em casa.


Grêmio Esportivo Osasco Audax - Osasco/SP


Boavista Sport Club - Saquarema/RJ


Quarteto de arbitragem com o árbitro cearense Leo Simão Holanda, o assistente 1 de Pernambuco Cleberson do Nascimento Leite, o assistente número 2 do Tocantins Cipriano da Silva Sousa e o quarto árbitro paulista Leandro Bizzio Marinho. Junto, os capitães de Audax e Boavista

Os donos da casa tomaram as rédeas da peleja durante a maior parte do primeiro tempo. Isso não se traduziu em chances de gol e oportunidade clara mesmo só aconteceu uma, com Henrique aos 34 minutos e que terminou com o gol anotado anulado por impedimento.

No tempo final o Boavista foi muito mais efetivo, e mesmo sem fazer uma partida brilhante conseguiu conquistar os três pontos. Eram decorridos nove minutos quando Luan recebeu bom passe pela esquerda, cortou do zagueiro e chutou para fazer o primeiro. Cinco minutos depois o Audax teve Vinícius Munhoz expulso e a chance de empate, que já era pequena, se extinguiu de vez.


Ataque osasquense pela direita


Jogador do Audax carregando a pelota na intermediária


Chute sem direção a favor dos locais


Boa chance do Boavista no tempo final


Falta a favor do onze paulista


Atacante local tropeçando na luta para dominar a bola

Para coroar a ridícula campanha do time paulista, Romarinho fez o segundo dos cariocas aos 42 minutos em cobrança de pênalti. O placar final de Audax 0-2 Boavista não adiantou nada para o alviverde, pois o triunfo do Espírito Santo contra a Caldense eliminou a equipe de Saquarema.

Pelos lados do Audax a certeza é que o campeonato foi simplesmente uma Decepção - com "D" maiúsculo - em todos os sentidos. A equipe fez um mísero gol em seis jogos disputados (nenhum em casa) e não foi capaz de mostrar um futebol minimamente razoável. Cortesia do lamentável desmanche feito pelo pessoal que comanda os vários clubes que possuem como se comanda uma linha de produção. Resta esperar que em 2017 a equipe faça sua estreia de verdade na Série D.

Até a próxima!

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Barcelona se despede da Rua Javari com revés contra o Diadema

Texto e fotos: Fernando Martinez


Após uma rodada aonde sofreu a maior goleada de sua história, o Barcelona voltou a campo na tarde do último domingo para fazer sua derradeira apresentação no Estádio Conde Rodolfo Crespi na edição 2016 do Campeonato Paulista da Segunda Divisão. O adversário da vez foi o bom time do CA Diadema, esse já garantido na segunda fase.

Você viu aqui no Jogos Perdidos que o Elefante foi derrotado pelo Palmeirinha na Javari há duas semanas. O jogo seguinte foi contra o CATS fora de casa, e numa tarde bastante estranha - pena que não posso contar o que sei por aqui - sofreu seu 7x1 particular. A ideia contra o CAD era aliviar um pouco a barra e tentar apagar pelo menos de leve a impressão negativa deixada.


Barcelona Esportivo Capela Ltda. - São Paulo/SP


Clube Atlético Diadema - Diadema/SP

Pena que na prática isso não esteve nem próximo de acontecer. Fazendo uma campanha ótima dentro e fora de casa o Diadema foi melhor durante todo o tempo, mas nos primeiros 45 minutos não conseguiu vencer a boa marcação do setor defensivo local. A rapaziada do Barcelona conseguiu igualar as ações e a peleja ficou em 0x0.

Todo o bom trabalho da zaga paulistana foi por água abaixo no início do segundo tempo com os gols de Soares aos três e Diogo aos quatro minutos. O Elefante não teve forças para reagir e o que valeu de verdade durante o restante da peleja foi a conversa com a dupla Orlando/Mílton. O papo, claro, teve como tema a rica história que os dois escreveram nos gramados do estado nos anos 80 e 90.


Defesa do Barcelona afastando o perigo como dava


Jogador do CAD enfrentando a massa de jogadores do time paulistano


Lançamento rápido entre os zagueiros locais


Jogadores do Elefante se preparando para cobrança de falta


Bom ataque local no final da peleja

Dentro de campo, o árbitro Rodrigo Santos encerrou os trabalhos com o placar de Barcelona 0-2 CA Diadema. Apesar dos pesares, jogar como mandante não foi tão ruim para o onze paulistano em 2016. Foram sete jogos no total com duas vitórias, dois empates e três derrotas. Fora que a equipe quebrou o tabu de nove anos sem vencer "em casa". Se compararmos com o mísero ponto conquistado em 27 disputados em 2015 essa foi uma performance anos-luz melhor.

Agora, legal mesmo é poder ter visto todos os 16 compromissos do clube da Zona Sul no biênio 2015/2016. Só o Blog do Fernando Jogos Perdidos registrou todas essas partidas para a história e por mais que possam achar que não, isso não é pouco.

Até a próxima!