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terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Oeste e Batatais maltratam a bola e ficam no zero em Barueri

Texto e fotos: Fernando Martinez


Mesmo me sentindo como um zumbi por conta de uma noite muito mal dormida, o Projeto 40 pediu passagem na tarde do último domingo. Fui pela terceira vez no ano até a Arena Barueri, dessa vez para o encontro entre Oeste e Batatais, o 24º time da lista, valendo pelo Campeonato Paulista da Série A2.

A ida até Barueri foi cheia de percalços por conta da operação tartaruga da CPTM. Junta-se a isso o absurdo calor e um sono enorme e sai uma mistura absolutamente sensacional... só que não. Desci na Estação que tem o nome da cidade e encontrei Mílton Haddad, o mito da Aclimação, para fazer uma boquinha e dali seguir até o belo estádio.


Oeste Futebol Clube - Barueri/SP


Batatais Futebol Clube - Batatais/SP


Quarteto de arbitragem da partida com o árbitro Rafael Gomes da Silva, os assistentes Daniel Luís Marques e Leandra Aires Cossette e o quarto árbitro Camilo Morais Zarpelão junto aos capitães dos times

Antes da rodada o rubro-negro era 17º colocado com cinco pontos ganhos e apenas uma vitória em cinco pelejas. Já o Batatais estava no G4, ainda invicto com nove pontos conquistados e na quarta posição. Mais uma vez o público não se animou a ir ao campo para acompanhar o ex-time de Itápolis. Se o cenário geral já não ajuda, a campanha com certeza torna as coisas mais difíceis. 

Fui ao gramado e assisti o tempo inicial espremido numa sombra salvadora no ataque local. Agora, pena que o jogo foi muito, mas muito ruim. Os times foram a campo sem nenhuma inspiração e abusaram do direito de errar. Teve erro de tudo, passe, chute, cabeçada, tudo mesmo.

O Fantasma da Mogiana foi levemente melhor, mas nada assim uma Brastemp. Wesley foi o dono da única jogada de destaque a favor dos visitantes nos primeiros 45 minutos, em chute que Rodolfo defendeu. O Oeste... bom, o Oeste teve um chute cruzado no começo que Thiago cortou com sucesso e nada mais.


Malabarismo de zagueiro do Batatais tentando desarmar jogador do Oeste


Ataque rubro-negro na entrada da área


Boa chegada dos locais pela esquerda


Disputa de bola pelo alto sob o forte sol de domingo

No tempo final o Rubrão ficou mais tempo com a bola nos pés, só que as melhores chances foram do Batatais. Porém, o panorama geral ainda contou com muitos erros e o futebol apresentado deixava a quase certeza que o gol não sairia. Para piorar, o calor não diminuiu e isso tornou a experiência de estar dentro de campo em algo difícil de lidar.

Os 45 minutos pareceram 180, e no último lance o Oeste teve a oportunidade de salvar a tarde no lance mais agudo a favor do time local. Depois de cobrança de falta, o goleiro Thiago espalmou e a pelota sobrou livre para um dos atacantes só tocar e sair para o abraço. Só que ele teve o dom de chutar pra fora e me dar a primeira partida sem gols do Projeto 40 em 2017.


Zagueiro do Fantasma mandando a bola para longe


Rápido ataque pela lateral no segundo tempo


Ataque perigoso a favor do Oeste


Jogo rolando e ao fundo o placar final da partida realizada em Barueri

O óbvio Oeste 0-0 Batatais foi o placar merecido pelo péssimo futebol e também foi um resultado ruim para ambos, pois não serviu para tirar o rubro-negro da zona do rebaixamento e tirou o Fantasma do G4, apesar da invencibilidade ter sido mantida (o time agora é sétimo).

Para a minha alegria, o show de zica do domingo não terminou quando cheguei em casa, já que o sinal da TV a cabo simplesmente desapareceu e perdi meu primeiro All Star Game da NBA em muito tempo. Cortesia do "ótimo serviço" da Eletropaulo, que zanzou pelo bairro cortando tudo que é fio. Maravilha!

Até a próxima!

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Paulista perde mais uma e continua mal na Série A3

Texto e fotos: Fernando Martinez


Foram dois dias de descanso mais do que merecido, mas em nome do Projeto 40 o cronograma não pode parar. No sábado passado me mandei até a cidade de Jundiaí para outra peleja do Campeonato Paulista da Série A3. Fui acompanhar o encontro entre Paulista e Matonense, respectivamente as figurinhas 22 e 23 do álbum, pela sexta rodada da primeira fase.

Vem fazendo muito calor em São Paulo nos últimos tempos, porém quente mesmo estava o clima fora de campo no Estádio Doutor Jayme Cintra. Tudo por conta da péssima campanha do Galo e pior, a falta de transparência da diretoria do clube e várias confusões de bastidores. Algo muito triste pensando que em 2014 o time estava na A1 e hoje está ocupando as últimas posições na tábua de classificação, perigosamente perto da última divisão em 2018.


Paulista Futebol Clube - Jundiaí/SP


Sociedade Esportiva Matonense - Matão/SP


Capitães dos times ao lado do árbitro Danilo da Silva, os assistentes Danilo Nogueira da Silva e Weverton Soares de Sousa e o quarto árbitro Marcelo Fabiano Mingoranci



Faixas com protestos da torcida contra a diretoria do Paulista. Só que elas ficaram pouco na arquibancada, já que foram tiradas pela PM

Os jundiaienses haviam vencido apenas um dos cinco compromissos disputados e os três pontos eram mais do que necessários. Só que a Águia Azul chegou à Terra da Uva com uma campanha levemente melhor e disposto a se aproveitar do momento ruim do onze local. Aliás, em toda a história o time de Matão havia vencido o Paulista apenas uma vez, isso em 1993. No total, foram realizados seis jogos entre os dois com quatro vitórias do Galo e um empate.

Agora, de todos os times que já vi ao vivo e contando também os que assisti pela televisão, o onze jundiaiense infelizmente é um dos mais fracos. Foram poucas as oportunidades reais de gol criadas pelos atacantes durante os 90 minutos apesar da maior posse de bola. A SEMA atuou na boa e apostando nos erros do time da casa.

Nem bem a partida havia começado direito e os visitantes criaram o primeiro bom momento da tarde, numa cobrança de falta de João Lucas que obrigou João Paulo e fazer ótima defesa. O Galo criou talvez a melhor chance aos 16 minutos, quando Marcelo Henrique fez grande intervenção em chute de Douglas pela esquerda.

No restante do tempo inicial o tricolor ficou mais tempo com a bola nos pés, porém apesar do esforço, a técnica deixou a desejar e foram vistos muitos passes errados. Não foi estranho ver a partida chegar ao intervalo sem a abertura do marcador. Desisti de sofrer debaixo do sol e me mandei para a parte coberta do Jayme Cintra e dali acompanhei os últimos 45 minutos.


Ataque local pelo lado esquerdo do ataque


Disputa de bola pelo alto com direito a careta de jogador da SEMA


A zaga da Matonense marcou firme o ataque do Galo durante todo o jogo


Mais um ataque do Paulista no tempo inicial

Logo no primeiro ataque a Matonense aproveitou com sucesso um belo ataque pela direita. Denner avançou e cruzou na área. A pelota passou por todo mundo mas não por Everton Tiziu, que apareceu livre no segundo pau para completar tranquilamente e abrir o marcador.

Como desgraça pouca é bobagem, Paulinho fez falta boba aos nove minutos e recebeu o segundo cartão amarelo. Se já não estava fácil jogando com onze, imagina com dez em campo. A tônica a partir de então foi o onze local atacando de forma estéril e a Águia apostando alto nos contra-ataques.

Os visitantes criaram muito e o momento mais agudo foi quando o camisa 18 Éverton perdeu praticamente um gol sem goleiro depois de cruzamento na pequena área. Quando parecia que o placar não seria mais alterado, a SEMA marcou o segundo e fechou a fatura aos 51 minutos. Ademir recebeu passe na intermediária e chutou de longe para vencer o goleiro Iago.


Bola levantada na área da Matonense


Desarme preciso de atleta da Águia no campo de defesa


Gol feito desperdiçado por Éverton no segundo tempo


Comemoração pelo segundo gol da Matonense

No fim, o Paulista 0-2 Matonense marcou a segunda vitória do alvi-azul em cima do Galo em todos os tempos e colocou o time na nona colocação, agora com nove pontos. O time de Jundiaí permanece na preocupante 18ª posição com os mesmos três pontos de um total de dezoito disputados. Triste ver aonde o campeão da Copa do Brasil de 2005 - numa final aonde eu estive presente - pode chegar em breve.

Apesar de todo o calor e um cansaço por ter dormido pessimamente de sábado para domingo, o Projeto 40 continuou no dia mais quente do verão 2017 na cidade de Barueri, dessa vez com joguinho da Série A2.

Até lá!

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Atibaia inverte os papéis e derrota o ex-líder Olímpia

Texto e fotos: Fernando Martinez


Na quarta-feira passada teve rodada cheia do Campeonato Paulista da Série A3, e dessa vez não assisti nada na Grande São Paulo. Peguei a estrada e fui até a cidade de Indaiatuba, não para ver um jogo do Primavera, e sim para acompanhar o encontro entre Atibaia e Olímpia, times 20 e 21 do Projeto 40, pela quinta rodada da primeira fase.

Esse é o segundo ano consecutivo que o Estádio Ítalo Mário Limongi é a casa do Falcão na A3, já que ninguém se digna a arrumar de verdade o Salvador Russani, fazendo com que ele possa ser liberado para partidas profissionais. Tudo bem que algumas determinações da FPF são exageradas, mas mesmo assim é um absurdo saber que não existe o interesse real em fazer com que o Atibaia jogue na sua própria cidade.

Falando nisso, o começo de campeonato não foi nada promissor para os atibaienses. Nas quatro rodadas iniciais o time conquistou apenas um empate e perdeu três vezes, ocupando a 18ª posição e à frente apenas de Taboão da Serra e Independente. Já pelos lados do Galo Azul, o panorama era completamente diferente: quatro vitórias, 100% de aproveitamento e liderança da competição.


Sport Club Atibaia - Atibaia/SP (mas mandando seus jogos em Indaiatuba)


Olímpia Futebol Clube - Olímpia/SP


Capitães dos times junto com o árbitro André Luís Riquena, os assistentes Wellington Bragantim Caetano e Bruno Bonani Munhoz e o quarto árbitro Gabriel Petrini Cruz

Cheguei na cidade bastante tempo antes do apito inicial, e como a rodoviária é praticamente do lado do estádio, deu tempo de fazer o famoso pit stop na padaria que fica entre os dois endereços. Aliás, fica a dica: os sanduíches do lugar são ótimos e com preços justíssimos. Vale demais a visita.

Após a boquinha finalmente segui até a casa primaverina. O sol era fortíssimo e a temperatura estava na casa de 35 graus, com sensação térmica de 38. Por conta da grande diferença das campanhas no certame, escolhi acompanhar o ataque do time visitante, e por sorte, consegui ali uma milagrosa sombra para ficar minimamente protegido próximo ao alambrado.

O Olímpia até iniciou a peleja razoavelmente bem, embora sem criar chances tão agudas. A única oportunidade efetiva foi aos doze minutos em finalização de Naldinho. Depois disso, os papéis se inverteram por completo e parecia que era o Atibaia o líder do campeonato.

O onze laranja ficou mais tempo com a bola nos pés e soube neutralizar com sucesso todas as investidas visitantes. A boa atuação foi premiada aos 40 minutos quando o camisa 10 Róbson avançou pela direita e chutou cruzado pra colocar a bola no canto direito do goleiro Igor.


Atacante do Olímpia matando a bola em lance de ataque no começo do jogo


Gledson, 15 do Atibaia, armando o chute e Naldinho se esticando todo para tentar o corte


Bola levantada na área do time "da casa"


Veloso cobrando escanteio pela direita

No tempo final novamente quis crer que o Olímpia atacaria mais e então me dirigi ao outro lado do campo. Consegui uma sombrinha graças à salvadora ambulância estacionada ao lado da bandeira de escanteio. Dali vi o alvi-azul iniciar os trabalhos já assustando com chute na trave logo aos dois minutos.

O Atibaia tinha o setor defensivo adversário todo à sua disposição, e nas poucas vezes que os atacantes acertaram a troca de passes, a zaga visitante sofreu. Só que o Olímpia era melhor, e Max Pardalzinho quase deixa tudo igual aos 16 em lance que contou com grande defesa de Fraga. Três minutos depois foi a vez de Robinson levar enorme perigo em bola cabeceada na trave.

Na sequência do lance, o Atibaia conseguiu organizar uma ofensiva primorosa pela esquerda que terminou com um chute genial de Robinho na trave. O jogo estava sendo disputado num ótimo nível e com as duas equipes mostrando uma enorme disposição.

O time "da casa" foi cozinhando o Galo Azul com o passar do tempo e os visitantes não conseguiam mais acertar o último toque. Quando a partida se encaminhava para o fim e o Olímpia já estava na base do bumba-meu-boi, os atibaienses acertaram novo contra-ataque. A bola foi tocada para Reginaldo, e o camisa 11 entrou na área, chutou por cima do arqueiro e fechou o marcador.


Tiro de longe no ataque do Galo Azul


Investida do Olímpia pela esquerda do ataque


Robinson cabeceando com estilo em bola que bateu na trave

O inesperado placar de Atibaia 2-0 Olímpia marcou a primeira vitória do Falcão e a primeira derrota do Galo na A3 2017. Os laranjas subiram duas posições na tábua de classificação, agora estão em 16º, e o alvi-azul agora está na terceira colocação. A nova líder é a Internacional de Limeira.

Meu cronograma do Projeto 40 apontava uma viagem até Santos na quinta-feira, porém por uma série de motivos acabei ficando em São Paulo. Por conta disso vai rolar uma grande reorganização no planejamento, mas como aqui é na base do tudo pelo social, não há o menor problema.

Até a próxima!

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

O líder São Caetano faz mais uma vitima na Série A2

Texto e fotos: Fernando Martinez


Ufa! Para fechar o sexto dia seguido perambulando pelas divisões de acesso, a noite da segunda-feira reservou o encontro entre o São Caetano e o genial Velo Clube, time 19 a entrar pro álbum do Projeto 40 em 2017. No gramado do Estádio Anacleto Campanella, o Azulão buscava voltar à liderança do Campeonato Paulista da Série A2.

Nos quatro jogos realizados pelo time do ABC até então, foram conquistadas três vitórias e um empate. Sem dúvida um grande início de campeonato, assim como aconteceu em 2015 e 2016. O problema é que todos sabem o que aconteceu nesses anos, então, apesar do bom futebol apresentado, melhor esperar um pouco mais para rolar uma empolgação maior. Já o Velo estava na sexta colocação antes dessa peleja na Grande São Paulo com seis pontos em três compromissos.


Associação Desportiva São Caetano - São Caetano do Sul/SP


Associação Esportiva Velo Clube Rioclarense - Rio Claro/SP


Capitães dos times junto ao quarteto de arbitragem com a presença de Márcio Henrique de Gois, Risser Jarussi Corrêa, Vladimir Nunes da Silva e Daniel Carfora Sottile

Como estava na hora do rush, acabei resolvendo seguir até São Caetano do Sul junto com o amigo Luiz Fôlego de carro a partir do Metrô Ana Rosa. Fizemos o trajeto de boa, sem problemas e faltando meia hora para o apito inicial já estava devidamente credenciado dentro de campo.

Me postei no ataque local, mas o primeiro grande momento da noite aconteceu do outro lado do campo. Eram decorridos nove minutos quando Leandrinho acertou um tirambaço sem pulo quase da intermediária, colocando a pelota no canto direito de Lucas Frigeri sem nenhuma chance de defesa. Um gol maiúsculo e Velo 1x0!

É, só que não deu nem tempo dos velistas comemorarem direito, pois no lance seguinte aconteceu o empate. Alex Reinaldo cobrou falta, o goleiro João Paulo não segurou e Elias se aproveitou meio sem jeito do rebote e igualou o placar. A partida começou de uma forma sensacional.

O São Caetano se inflamou com o gol e passou a mostrar o futebol que o levou à liderança. Porém apesar de atacar bastante, o marcador não foi mais alterado durante o tempo inicial. Como de praxe, aproveitei o intervalo e fui fazer as fotos direto da arquibancada no segundo tempo.


Zaga do Velo mandando a bola pra longe da área


Chute do Azulão pela esquerda do seu ataque


Jogada ríspida dentro da área do Velo no primeiro tempo


Escanteio a favor do Azulão e bola cortada pela zaga

Os últimos 45 minutos foram todos do time da casa. O rápido ataque local junto com o forte meio de campo infernizou a zaga do Velo e a virada era questão de tempo. O fato foi consumado aos 19 minutos após Paulo Vinícius invadir a área e chutar forte. Outra vez o arqueiro rio-clarense deu rebote e Ermínio apareceu livre para completar.

O Velo não conseguia achar uma forma de parar o setor ofensivo local e o Azulão fechou mais um triunfo na A2 com um belo gol do camisa 18 Carlão aos 34 minutos. Foi a segunda vez que fui ao Anacleto Campanella nesse certame e a segunda vez que assisti uma grande apresentação do time do ABC.


Troca de passes pelo lado esquerdo do ataque local


Boa investida pela direita


Lance do terceiro gol do São Caetano marcado por Carlão

O placar final de São Caetano 3-1 Velo Clube recolocou o vice-campeão da Libertadores de 2002 na liderança da Série A2 após cinco rodadas disputadas com treze pontos, dois à frente do Água Santa. Mais uma vez o time está entre os favoritos ao acesso em 2018. Com o revés, o time de Rio Claro caiu para a sétima colocação.

Na saída do estádio não teve chabu dessa vez, já que retornei para São Paulo com uma carona do cidadão-modelo da cidade de Salto, o grande seu Natal. Finalizada minha sequência de seis jogos em seis dias seguidos, passei a terça na base de um merecido descanso. Voltei à ativa na quarta-feira com partida em campo neutro no interior.

Até lá!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Mogi vence a primeira na A2 com goleada em cima do Barretos

Texto e fotos: Fernando Martinez


A sessão futebolística do domingo cedo foi uma daquelas absolutamente imperdíveis, desde já um dos pontos altos de 2017. O Estádio Nicolau Alayon foi palco de um duelo genial válido pelo Campeonato Paulista da Série A2. Pela primeira vez em todos os tempos, Mogi Mirim e Barretos, os times 17 e 18 do Projeto 40, se enfrentaram pelo estadual.

Foram poucas vezes que o Sapão apareceu no JP em fotos posadas, isso porque o time é frequentador assíduo da Série A1 desde meados dos anos 80, logo, não é alvo das coberturas do blog dentro de campo. Desde que subiu pela primeira vez para a primeirona em 1986, o Mogi voltou a disputar apenas quatro vezes a A2: em 1995, 2007, 2008 e agora em 2017. Números que mostram como ver algum compromisso do alvirrubro em divisão de acesso é algo bastante raro.


Mogi Mirim Esporte Clube - Mogi Mirim/SP


Barretos Esporte Clube - Barretos/SP


Quarteto de arbitragem com o árbitro Aurélio Sant Anna Martins, os assistentes Paulo de Souza Amaral e Leandra Aires Cossette e o quarto árbitro Marcos Silva Gonçalves junto com os capitães das equipes

A temporada 2017 não começou nada bem, pois o onze mogiano foi derrotado nos seus três primeiros compromissos e, ainda pior, sem atuar na sua casa, o Estádio Vail Chaves, por falta de laudos. Uma vitória contra o Barretos, até então com um triunfo e duas derrotas, era mais do que necessária pro time deixar as últimas posições da tábua de classificação.

Só que foi justamente o time do Barretos quem se apresentou melhor durante os primeiros 30 minutos. O Touro do Vale foi bem e criou algumas oportunidades agudas de fazer o primeiro gol da manhã. Primeiro em cobrança de falta que tirou tinta da trave esquerda, depois em dois chutes e boas defesas do goleiro Pablo.

Nos quinze minutos finais o Mogi se encontrou e passou a incomodar o setor defensivo barretense, principalmente nos contra-ataques. Num deles, isso aos 46 minutos, o Sapão abriu o marcador. Edinho recebeu bom passe dentro da área, driblou o defensor e tocou na saída de Wanderson, levando o jogo para o intervalo com a vantagem parcial do alvirrubro.


Cobrança de falta a favor do BEC que tirou tinta da trave de Pablo


Zaga do Mogi Mirim afastando a pelota com estilo de dentro da área


Vinícius aparecendo pela esquerda em ataque perigoso do Touro do Vale


Chuck segurando a bola sob a marcação do camisa 10 Victor

No tempo final, já sem nenhuma sombra no gramado, me mandei para a parte coberta da casa nacionalina e dali vi o Mogi Mirim voltar a campo de uma forma completamente avassaladora. Em menos de três minutos os "donos da casa" fizeram dois gols e praticamente liquidaram a fatura.

O segundo saiu dos pés do camisa 9 Matheus logo no primeiro ataque após ele receber passe dentro da área e chutar forte. No lance seguinte, foi a vez de Formiga fazer o dele, para a festa dos poucos, porém animados, torcedores do Mogi presentes na parte coberta da Comendador Souza.

Os visitantes sentiram demais esses golpes e viram todo o esquema tático ir pro ralo sem o menor dó. Por sua vez, o Mogi Mirim passou a jogar só na boa, se segurando na defesa e deixando o tempo passar. Num contra-ataque aos 21 minutos, Edinho fez brilhante jogada pela direita e tocou para Vitinho só ter o trabalho de tocar pro fundo das redes e decretar a primeira vitória do time no certame.


Wanderson afastando o perigo e mandando bola para escanteio


Barretos saindo para o ataque



Quarto gol do Mogi em dois momentos: Edinho cortando brilhantemente o zagueiro e Vitinho comemorando dentro da área

Final de partida: Mogi Mirim 4-0 Barretos. Esse triunfo tirou o Sapão da zona de rebaixamento e colocou o Touro do Vale entre os seis últimos na tábua de classificação. Apesar do resultado, não vai ser nada fácil o time chegar na parte de cima da tabela jogando sempre longe do Vail Chaves. Resta aguardar pacientemente a volta ao lar.

Esse foi o quinto dia seguido com pelejas pelas divisões de acesso do estado na minha programação maluca do Projeto 40. Completando a sequência insana, na noite da segunda-feira teve outro jogo no ABC Paulista, mais uma vez com um dos destaques da A2 em pauta.

Até lá!