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segunda-feira, 27 de março de 2017

Portuguesa vence o União e se afasta (um pouco) do Z6 da A2

Texto e fotos: Fernando Martinez


Na tarde do último domingo o Estádio Oswaldo Teixeira Duarte foi palco de mais um capítulo da via crucis da Portuguesa no Campeonato Paulista da Série A2. O time recebeu o lanterna União Barbarense não pensando em outra coisa senão conquistar os três pontos para se afastar um pouquinho da zona de rebaixamento.

Vale registrar que essa foi a nona partida que acompanhei em nove dias seguidos, uma marca que a partir de agora será praticamente impossível de ser batida, já que duvido que haja uma nova sequência assim novamente. Que cansa, cansa (e muito), mas é legal fazer esse tipo de insanidade... afinal, alguém tem que segurar a onda disso aqui, certo?

Outro ponto que precisa ser mencionado é que ao ver o Leão da 13 in loco, eu trouxe aos amigos do blog a cobertura de pelo menos uma partida de cada um dos vinte participantes da Série A2 de 2017, isso em apenas 13 rodadas disputadas. Podem procurar pela grande rede, mas algo assim você só vê aqui no Jogos Perdidos. O Projeto 40 agora conta com 39 times vistos e falta apenas um para eu completar o álbum pelo quinto ano consecutivo.


Associação Portuguesa de Desportos - São Paulo/SP


União Agrícola Barbarense Futebol Clube - Santa Bárbara D'Oeste/SP


O árbitro José Cláudio Rocha Filho, os assistentes Fernando Afonso de Melo e Patrick André Bardauil, o quarto árbitro Luiz Carlos Júnior e os capitães dos times

Falando do jogo, a Lusa contava com os 100% de aproveitamento no Canindé como grande aliado para conquistar a vitória. Não que o triunfo fosse certo - o União havia surpreendentemente derrotado o Bragantino fora de casa na rodada anterior e a cautela era necessária - mas era um tanto quanto óbvio que o favoritismo era rubro-verde.

Pouco mais de mil pessoas pagaram ingresso e viram um primeiro tempo simplesmente assustador de tão ruim. Como era esperado, o time visitante pouco fez, só que o que deixou a torcida irritadíssima foi a absurda apatia da maioria dos atletas lusitanos. Sério, o negócio foi tenebroso.

Os comandados de Estevam Soares erravam passes de dois metros, praticamente não chutavam a gol e faziam lançamentos para a bandeirinha de escanteio e para as placas de publicidade. Parece exagero falar assim, mas acreditem, o negócio foi exatamente como estou descrevendo. O único lance digno de registro foi uma cabeçada de Bruno Silva que passou pertinho do gol defendido por Jerfesson aos 26 minutos. Só.


O camisa 7 Luizinho tentando o domínio com a marcação de Ewerton, camisa 3


A única chance digna de registro no primeiro tempo aconteceu nessa cabeçada de Bruno Silva


Ewerton afastando o perigo com a marcação de Bruno Silva

No tempo final o comandante rubro-verde promoveu duas alterações, uma delas tirando o argentino Mateo Bustos de campo, e a Portuguesa melhorou. Aos seis minutos, Leandro Domingues, mais uma vez sendo o destaque do time, cobrou falta com precisão e Jerffeson mandou pela linha de fundo. Na cobrança, a pelota foi alçada na área e Vinícius Gouveia testou firme entre os zagueiros e marcou o primeiro gol da tarde.

Jerffeson acabou se tornando o grande nome da tarde ao fazer pelo menos cinco difíceis defesas, impedindo que a Portuguesa ampliasse sua vantagem. As finalizações de Dinho, Bruno Xavier e Bruno Silva foram brilhantemente neutralizadas pelo arqueiro do União. Os visitantes também tiraram uma casquinha, obrigando Ricardo Berna a aparecer com destaque em duas oportunidades.


Jerffeson manda para escanteio uma bela cobrança de falta de Leandro Domingues



Vinícius Gouveia, meio sumido na imagem, sobe para abrir o marcador no Canindé e depois parte para uma comemoração sem muito alarde


Zagueiro do União se preparando para dominar a pelota


Chute de longe de Bruno Silva. No segundo tempo a Portuguesa mostrou muito mais vontade

No fim, o marcador ficou mesmo em Portuguesa 1-0 União Barbarense. Com o triunfo, o quarto em quatro pelejas realizadas no Canindé, os rubro-verdes subiram para a 11ª posição com 16 pontos ganhos, dois acima do Z6. O Leão da 13 manteve os sete pontos e está cada vez mais perto de voltar à A3, campeonato que não disputa desde 2008.

Foi isso. Voltei pra casa para finalmente poder descansar após a absurda maratona feita em nove dias. Se tudo der certo, o futebol volta à pauta já na terça-feira com seleção nova na Lista num jogo que pode ser tudo, menos perdido.

Até lá!

Nacional e Desportivo Brasil ficam no empate pela Série A3

Texto e fotos: Fernando Martinez


No último sábado, o oitavo dia seguido de futebol, rolou novo compromisso do time que mais aparece no blog nos últimos tempos, o glorioso Nacional AC. O time ferroviário recebeu o Desportivo Brasil, o time 38 do Projeto 40, no Estádio Nicolau Alayon pela 14ª rodada da primeira fase do Campeonato Paulista da Série A3.

O Data Fernando informa que esse foi o terceiro confronto entre ambos na história. Os dois primeiros aconteceram na Segunda Divisão de 2012 e tanto em Porto Feliz quanto na capital, o time ferroviário venceu pela contagem mínima (aliás, vale lembrar que a partida realizada em São Paulo teve cobertura do blog).

A maior novidade da tarde foi a re-estreia de Tuca Guimarães, o técnico que dirigiu a Portuguesa em nove rodadas da Série A2, no banco de reservas local. Ele foi o comandante do time da Água Branca durante os 16 jogos realizados na Copa Paulista de 2015 e retorna tentando melhorar a performance da equipe que havia vencido apenas dois dos últimos sete compromissos.


Nacional Atlético Clube - São Paulo/SP


Desportivo Brasil Participações Ltda - Porto Feliz/SP


Capitães dos times junto ao árbitro Júnior César Lossávaro, os assistentes Leandro Almeida dos Santos e José Lucas de Souza e o quarto árbitro Luciano Silva

Fui até a Comendador Souza na boa e sem pressa, com tempo de fazer meu café da manhã de forma bastante tranquila no bar que fica na porta do estádio. Enquanto estava ali um temporal inesperado deu as caras. Felizmente o dilúvio terminou antes de ir ao gramado e captar as fotos oficiais, como de praxe, exclusivas.

Credenciado pela sequência de cinco jogos sem derrota, o Desportivo Brasil foi superior ao time da casa na maior parte da peleja. A primeira chance foi aos 18 minutos do tempo inicial em cobrança de falta de Pio. Aos 22 bola na trave do camisa 1 paulistano após cobrança de falta. O goleiro Felipe Lacerda teve bastante trabalho para segurar o ataque adversário.

O Nacional não conseguia entrar dentro da área adversária, muito por conta da segura atuação de todo o setor defensivo do Desportivo. Aos 29, aconteceu a última boa oportunidade visitante no tempo inicial, novamente sem resultar em gol. Com o placar em branco, a partida chegou ao seu intervalo.


A marcação do Desportivo Brasil funcionou durante a maior parte do jogo no Alayon


Ataque aéreo a favor dos donos da casa


Boa intervenção de Felipe Lacerda em chute de longe do Desportivo


Anderson Luís, camisa 6 do time de Porto Feliz, levitando no gramado nacionalino

Fui até a parte coberta da velha cancha paulistana e dali vi todo o tempo final na companhia dos amigos presentes. Até os trinta minutos, praticamente nada aconteceu. Como num estalo de dedos, tudo mudou a partir do minuto 31. Johnny, camisa 16 do Desportivo, recebeu bom passe no meio, avançou por todo o campo de defesa, cortou pra esquerda e chutou forte no canto sem chances para Felipe Lacerda.

Os atletas nem tiveram tempo de comemorar já que na saída de bola o Nacional deixou tudo igual. Depois de cruzamento da direita, Thiaguinho apareceu entre os zagueiros pra fazer seu primeiro gol na Série A3. Antes do apito final a emoção finalmente apareceu e os dois times criaram importantes momentos para a marcação do segundo gol. Apesar disso, o placar não foi mais alterado.


Lance do gol do Desportivo Brasil em belo chute de Johnny


Negueba atacando pela esquerda


O goleiro do Nacional voando para mandar a bola pra escanteio

Final de jogo: Nacional 1-1 Desportivo Brasil. Esse empate recolocou a equipe da Água Branca no G8, mais precisamente na oitava colocação, agora com 22 pontos, mesma pontuação dos portofelicenses, que estão em sétimo. Faltando cinco rodadas pro término da primeira fase, o Naça simplesmente vai enfrentar quatro clubes que estão acima dele na tábua de classificação, a começar pela Matonense, quarta-feira, também no Alayon. Não será nada fácil garantir um lugar na segunda fase.

Continuei a jornada com um passeio no centro da cidade antes de voltar pra casa e ficar o tempo todo no sofá curtindo o sábado. Fechando a maratona futebolística, na tarde de domingo, o nono dia seguido com futebol, retornei ao Canindé para mais um capítulo do sofrimento lusitano na Série A2.

Até lá!

sábado, 25 de março de 2017

São Caetano empata no ABC mas ainda é líder da Série A2

Texto e fotos: Fernando Martinez


Após assistir jogos em seis dias seguidos e igualar meu recorde histórico, quebrei essa marca com a sétima peleja em sete dias na noite de sexta-feira no ABC. Abrindo a 13ª rodada da primeira fase do Campeonato Paulista da Série A2, São Caetano e Oeste, dois habitués do blog, se enfrentaram no Estádio Anacleto Campanella.

Já estou nessa de curtir o futebol dos "menores" há muito tempo, e confesso que não me recordo se uma sequência com tantas partidas marcados em dias consecutivos já tinha acontecido alguma vez. Justamente por isso não dava pra perder a oportunidade de emplacar um recorde desses, mesmo num duelo com dois times "de perto".


Associação Desportiva São Caetano - São Caetano do Sul/SP


Oeste Futebol Clube - Barueri/SP


Trio de arbitragem com o árbitro Kleber Canto dos Santos e os assistentes Orlando Coelho Junior e Enderson Emanoel da Silva junto aos capitães dos times

Marcado para as nove da noite, um horário não muito aprazível (que foi alterado por conta da televisão), 652 pessoas pagaram ingresso para ver o confronto que tinha favoritismo total a favor dos donos da casa, atuais líderes do certame, afinal os onze pontos de diferença entre os dois definitivamente não eram pouca coisa.

O público esperava uma atuação parecida com a de terça-feira (o massacre de 6x0 em cima do Mogi Mirim), só que ela não aconteceu. O São Caetano teve enorme dificuldade em impor seu melhor futebol durante a maior parte da peleja. Jogando contra o rebaixamento, o Oeste foi um adversário bastante digno e deu muito trabalho.

Os locais dominaram o primeiro tempo, porém chances de gol de verdade foram poucas, mais precisamente três. As duas primeiras em tiros de longe que obrigaram o arqueiro Rodolfo fazer grandes defesas e a última no derradeiro lance do tempo inicial quando Paulinho Santos, cara-a-cara com o camisa 1, mandou a bola na lua. O rubro-negro teve apenas uma isolada oportunidade em bola na trave numa cobrança de falta.


Ataque do Azulão pela esquerda no começo da peleja


Rodolfo saindo para cortar cruzamento na área


Uma das duas boas defesas do camisa 1 rubro-negro no tempo inicial

No tempo final, o Oeste voltou a campo muito diferente e disposto a complicar a vida do São Caetano. Aos três minutos Rafael Luz acertou o travessão e aos seis o rubro-negro abriu o marcador. Da Matta avançou pela esquerda e acertou um chutaço, colocando a pelota no ângulo direito do goleiro Paes.

Com a vantagem parcial, o onze visitante recuou e chamou o Azulão para seu campo. Foram mais de 40 minutos de enorme pressão local. Mas era aquela pressão efêmera e sem objetividade, e com isso a torcida foi se preocupando cada vez mais. A dupla de ataque Carlão e Ermínio, os dois maiores artilheiros da A2 até aqui com sete gols cada, não conseguiam acertar o alvo.

Foi somente aos 36 minutos que a torcida pôde respirar aliviada. Num lance que contou com dois passes meio sem querer, a bola sobrou dentro da área para Lincom, livre de marcação, chutar no canto direito de Rodolfo e deixar tudo igual no marcador.

A pressão daí até o apito final foi enorme, e por muito pouco os locais não viraram o placar. Aos 48 minutos, Lincom teve a oportunidade de ouro num chute à queima-roupa. Para sorte do Oeste, Rodolfo estava bem colocado e defendeu de forma primorosa, garantindo um importante ponto.


O Azulão sofreu e ficou atrás do marcador por quase todo o segundo tempo


Bola perigosa alçada dentro da área visitante


Mais um ataque aéreo do time do ABC no final da peleja

No fim, o placar de São Caetano 1-1 Oeste frustou a torcida presente que contava com mais uma vitória. Mesmo com o empate, o Azulão continuou líder após os outros jogos da rodada e sem sombra de dúvida é candidatíssimo ao acesso. Já o rubro-negro luta contra o descenso e está apenas um ponto acima do Z6.

O meu recorde pessoal foi batido com sucesso, só que isso não significou descanso no final de semana. Na tarde de sábado acompanhei novo compromisso do Nacional dentro de casa na A3 com direito a volta do Projeto 40 e estreia no banco do time ferroviário.

Até lá!

sexta-feira, 24 de março de 2017

Quinta-feira sem jogo perdido na Arena Corinthians

Texto e fotos: Fernando Martinez


Na tarde da última quinta-feira resolvi mudar um pouco de ares e não vi nenhum jogo perdido. Sete meses após minha última partida ali - a semi do torneio masculino de futebol da Olimpíada entre Nigéria e Alemanha - retornei à Arena Corinthians para o confronto entre Corinthians e Red Bull, válido pela penúltima rodada da primeira fase do Campeonato Paulista.

Desde o "jogo do pecado" entre Audax e XV de Piracicaba na sexta-feira santa de 2015 eu não via uma peleja do Paulistão. Os motivos são vários: o rebaixamento da Portuguesa (saudade de ver a A1 no Canindé), a não utilização do Pacaembu e a dificuldade para se credenciar quando os "grandes" atuam nos seus estádios. Além disso, é fato que as séries A2 e A3 suprem a minha necessidade futebolística.


A Arena Corinthians com um público razoável para Corinthians x Red Bull (ah, que saudade da Copa do Mundo ali)

Essa foi apenas a terceira vez que vi o Mosqueteiro na sua nova casa desde que ela foi inaugurada, a primeira desde o amistoso contra o Corinthian-Casuals em janeiro de 2015. E ver o clube de Parque São Jorge atuar pelo principal estadual do país é sempre relembrar foi num jogo assim que minha "carreira" nos estádios começou, isso em julho de 1983.

Na agradável tarde tive a companhia do amigo Bruno, o responsável direto por fazer o meio-campo atrás de um ingresso pro que vos escreve. Por estar marcado para as 17 horas de um dia útil, o público foi diminuto e cerca de 17 mil pessoas estiveram presentes. Levando a ferro e fogo, até que não foi um público ruim.

Falando do Paulistão, uma coisa é certa: o campeonato é super desinteressante nessa primeira fase. Tem times da Série A2 e se bobear até da A3 que são melhores do que alguns participantes da elite estadual. Fora que a fórmula é ridícula e absurda (e infelizmente teve a chancela de todos os participantes).

Após nove rodadas disputadas, o Corinthians era o líder isolado do Grupo A e com um empate já estaria garantido na segunda fase como primeiro colocado da chave. O Red Bull ainda luta pela classificação no Grupo B porém também não pode vacilar, já que a zona de rebaixamento está perigosamente próxima.

Mesmo com uma campanha inferior, os campineiros se aproveitaram de mais uma fraca atuação corintiana na atual temporada e foram melhores durante grande parte da peleja. No primeiro tempo os visitantes tiveram as melhores chances, a melhor delas num chute de Nando Carandina que bateu nas duas traves.


Lance no meio de campo no primeiro tempo que foi bem mais ou menos


O time campineiro foi mais vezes ao ataque do que o Mosqueteiro durante todo o jogo

No segundo tempo os locais voltaram a campo novamente sem muita inspiração e errando passes demais. O Red Bull continuou criando chances interessantes, como numa bola na trave de Cássio aos 16 minutos. Aos 27 o goleiro Saulo resolveu dar uma forcinha pro Mosqueteiro e colocou a mão na bola fora da área, sendo expulso depois de receber o segundo cartão amarelo.

A cobrança de falta de Maycon foi perfeita e colocou os paulistanos em vantagem. Só que a equipe recuou demais e chamou de vez o adversário pro seu campo. Thallyson acertou a quarta bola no travessão e aos 46 minutos Guilherme Lazaroni recebeu ótimo lançamento de Luan na esquerda e tocou na saída de Cássio, deixando tudo igual.


O belo placar eletrônico da Arena Corinthians


A cobrança de falta de Maycon que abriu o placar a favor do time de Parque São Jorge


O Timão tentou segurar a pressão do Red Bull... só que não teve sucesso

O placar final de Corinthians 1-1 Red Bull selou a classificação alvinegra na primeira colocação do Grupo A para as quartas-de-final mas deixou o time numa série de quatro compromissos sem vitória e sem jogar bem. Com esse ponto, o Toro Loko agora está a dois do Linense e ainda luta por uma vaga na próxima fase.

Vale lembrar que essa foi a sexta partida que acompanhei numa série de seis dias consecutivos. Com isso igualei meu recorde em todos os tempos, e na sexta-feira, no meu retorno às divisões de acesso, bati a marca histórica no ABC Paulista.

Até lá!

quinta-feira, 23 de março de 2017

Jefferson salva a pátria osasquense na vitória do GEO contra o Marília

Texto e fotos: Fernando Martinez


Seguindo com a busca de um recorde histórico, na fria noite de quarta-feira fui até Osasco para um joguinho do Campeonato Paulista da Série A3. No vazio Estádio Prefeito José Liberatti, o Grêmio Osasco recebeu o Marília pela 13ª rodada do certame. Por incrível que pareça, ainda não tina visto nenhum compromisso do GEO em 2017. Agora o álbum do Projeto 40 conta com 37 equipes e está muito próximo da conclusão.

Na surreal gangorra que está sendo essa A3, GEO e Marília estavam separados apenas por um ponto antes dessa partida. O bizarro é que o time osasquense era o oitavo colocado e o MAC o 15º. Em 2017, além de lutar para se classificar, os times também lutam para não cair para a Segundona. Uma loucura que deixa o certame muito mais interessante.


Grêmio Esportivo Osasco - Osasco/SP


Marília Atlético Clube - Marília/SP


O quarteto de arbitragem composto pelo árbitro Júnior César Lossávaro, os assistentes Wellington Bragantim Caetano e Bruno Bonani Munhoz e o quarto árbitro José Cláudio da Silva posam junto com os capitães do GEO e do MAC

Contei com a companhia do amigo e um dos fundadores do Grêmio, o grande Luís Varinha para essa peleja. Fiquei ao lado dele no primeiro tempo e acompanhamos provavelmente uma das piores atuações da história do Grêmio nos primeiros 45 minutos. O escrete da Grande São Paulo foi presa fácil para o MAC.

Os locais simplesmente não entraram em campo. Vimos erros absurdos de passe e os jogadores sempre estavam um passo atrasado nas jogadas e o único que se salvou foi o goleiro Jefferson. O camisa 1 teve uma atuação brilhante e foi o responsável direto pelo placar em branco no intervalo.

Antes dos dez minutos ele fez nada menos do que três defesas absurdas. O Marília ficou o tempo todo com a bola nos pés e chegou perto da área osasquense várias e várias vezes. Assim como no confronto contra o Nacional, o grande problema foram as finalizações.



Dois momentos em que o setor defensivo do Marília neutralizava tentativas do GEO em chegar perto da área 


Boa saída do goleiro Éder no primeiro tempo

Cansei de ficar no campo e acompanhei o tempo final das arquibancadas junto com a dupla alvinegra Espina e Colucci. A partida recomeçou no mesmo esquema dos primeiros 45 minutos com o Tigrão permanecendo no ataque. Novamente Jefferson foi acionado e novamente ele mandou muito bem, impedindo dois gols certos.

Conforme o tempo passava, ficava mais forte o cheirinho de 0x0, pois o GEO nada fazia e o MAC errava demais. Mas para mostrar como o futebol é fascinante, num intervalo de dois minutos o Grêmio resolveu a partida de forma surpreendente. Aos 36 minutos o time teve um escanteio a favor, apenas o terceiro em todo o jogo. A bola foi alçada na área por Henrique e Bruno Lima subiu mais alto do que os zagueiros para abrir o placar.

Dois minutos depois Jorge Eduardo fez uma grande jogada pela esquerda e cruzou. Henrique apareceu na entrada da área e chegou batendo com classe, colocando a pelota no canto direito do arqueiro Éder. Poucas vezes a máxima "quem não faz toma" foi tão verdadeira.


Atleta do MAC mandando uma bela pose de kung fu no tempo final



O primeiro gol da peleja em dois momentos: o zagueiro Bruno Silva subindo sozinho para marcar e depois a comemoração pela marcação do gol

O placar final de Grêmio Osasco 2-0 Marília colocou o onze da Grande São Paulo na sexta colocação com 21 pontos ganhos e ainda sem empatar nas treze rodadas realizadas. O Tigrão permanece no 15º lugar dentro da incômoda zona de rebaixamento. Vi dois jogos do MAC e não achei o time ruim, mas criar, criar, criar e não marcar é algo bastante complicado.

Esse foi o quinto dia seguido do total de nove com jogos pela região. Continuei na rota das pelejas na tarde da quinta-feira, dessa vez sem Projeto 40, sem jogo perdido ou divisão de acesso na pauta, e sim com meu retorno ao Campeonato Paulista depois de dois anos.

Até lá!

quarta-feira, 22 de março de 2017

Oeste e Barretos maltratam a bola e empatam sem gols

Texto e fotos: Fernando Martinez


Na noite da terça-feira começou a 12ª rodada da primeira fase do Campeonato Paulista da Série A2. Foram dois jogos realizados, um em São Caetano do Sul e outro em Barueri. Acabei escolhendo a segunda opção, e ao final dos 90 minutos ficou claro que não dei sorte, Numa vazia Arena Barueri, o Oeste enfrentou o Barretos em peleja importante na luta contra o rebaixamento.


Oeste Futebol Clube - Barueri/SP


Barretos Esporte Clube - Barretos/SP


Os capitães dos times junto com o quarteto de arbitragem com Adriano de Assis Miranda, Osvaldo Apipe Filho, Ricardo Luis Buzzi e Saulo Samuel Felix

Ao final da 11ª rodada, o rubro-negro estava no 12º lugar com 13 pontos ganhos enquanto o Touro do Vale ocupava uma posição abaixo com um ponto a menos. Nada indicava que a partida pudesse ser disputada na base da emoção, mas que ela podia ter sido um pouco melhor, ah, isso podia.

Sem vencer em Barueri há quatro jogos o Oeste até que ficou mais tempo com a bola nos pés durante o primeiro tempo, só que isso não se traduziu em chances de gol. A única real oportunidade aconteceu aos 23 minutos num chute de longe que terminou com sensacional defesa do goleiro barretense Wanderson.

O Barretos apostou nos contra-ataques, teve alguns escanteios a favor e bons ataques pelas laterais, porém nem chegou perto de abrir o marcador. Com esse panorama árido de emoções, no intervalo o marcador estava em branco.


Início de investida do Oeste no começo da peleja


Bola que passou por todos na área do Barretos, inclusive pelo atacante local


Bom ataque rubro-negro pela direita


Nesse lance, os jogadores do Oeste pediram pênalti (que não aconteceu) ao árbitro

Enquanto os times estavam nos vestiários, fui dar aquela volta pela Arena e vi apesar do estádio estar vazio, a área VIP estava animadíssima, com direito até a show ao vivo. É fato que a maior parte do pessoal ali não se preocupava muito com o que rolava no gramado.

Resolvi não encarar o show que fazia a cabeça da rapaziada e retornei ao gramado pro tempo final, na esperança de que algum heroi, independente da agremiação, salvasse a noite. Pena que ficou só nisso, já que a falta de inspiração geral ainda era mais forte do que qualquer outra coisa.

Os visitantes foram mais tímidos nesse segundo tempo e ficaram apenas nos contra-ataques. O rubro-negro atacou bastante mas pecou nas finalizações e no preciosismo. Mesmo assim Wanderson ainda foi capaz de fazer três grandes defesas, a melhor delas nos acréscimos num chute à queima-roupa pela direita.


Chance local pelo alto no começo do tempo final


O Oeste ficou quase o segundo tempo inteiro com a bola nos pés, mas não transformou esse domínio em gols


Boa saída do arqueiro visitante para fazer a defesa

No final, o Oeste 0-0 Barretos foi ruim para baruerienses e barretenses, pois ambos ainda estão próximos demais na zona de rebaixamento faltando sete rodadas pro término da primeira fase. Como caem seis equipes, o futebol precisa urgentemente ser melhor do que o atual, caso contrário a A3 em 2018 é uma enorme realidade para ambos.

Barueri é longe de casa e confesso que estava bem cansado ao final dessa jornada no quarto dia seguido de futebol, tanto que dormi de ponta a ponta no trem que me trouxe à capital. Só que a luta não pára, e na quarta-feira teve mais, também seguindo pelos trilhos da Linha 8 - Diamante da CPTM, agora pela Série A3 e com a volta do Projeto 40.

Até lá!