Procure no JP

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Em jogo fácil, Grêmio derrota o União Mogi pelo Grupo 30

Texto e fotos: Fernando Martinez


O Grupo 30 da Copa São Paulo de Futebol Junior estava praticamente definido antes do último jogo da chave. Poucos em sã consciência acreditavam que o União Mogi poderia derrotar o Grêmio por três gols de diferença. Mesmo assim o público compareceu em peso no chuvoso Estádio Francisco Ribeiro Nogueira.

Tudo bem que não é futebol profissional, mas é fato que é muito legal ver um time da quarta divisão paulista jogar contra o atual campeão das américas e vice-campeão do mundo. Como é aquele tipo de confronto que é praticamente impossível acontecer com as equipes principais, resta a categoria de base para que isso se torne realidade de alguma forma.

Falando só da Copinha a diferença entre os dois times também é enorme. O União Mogi está apenas na quarta participação e nunca passou de fase. O Grêmio nunca foi campeão, mas foi vice em 1991 e terceiro lugar em 1973 e 1983. Além disso, essa é a 43ª vez que o tricolor gaúcho disputa o certame em todos os tempos.


União Futebol Clube (sub-20) - Mogi das Cruzes/SP


Grêmio FBPA (sub-20) - Porto Alegre/RS


Capitães dos times e quarteto de arbitragem

O favoritismo do Grêmio se confirmou desde que o árbitro apitou pela primeira vez. O União teve apenas duas chances de gol durante toda a peleja, a melhor delas aos 19 do tempo final numa cabeçada de Remison na trave. Tirando isso, só deu o escrete sulista, que poderia ter aplicado uma goleada monstro caso tivesse mais inspirado.

Os visitantes saíram na frente aos 14 minutos direto dos pés de Da Silva. O segundo poderia ter saído em vários momentos: aos 16 com Léo Chu, aos 17 num quase gol olímpico de Tetê em que a bola bateu na trave, aos 21 em outra bola no travessão, agora em cabeçada de Barreto ou aos 22 em outro ataque de Léo Chu. Estava fácil demais.

Aos 23 não teve jeito e Tetê finalmente fez o segundo em cobrança de pênalti. Cinco minutos depois Gabriel fez grande defesa em chute de Darlan. Aos 40, a terceira bola na trave do tempo inicial em finalização de Da Silva. Aliás, vale dizer que o que vi de bola na trave na primeira fase da Copinha foi uma grandeza.

Na volta pro tempo final os gaúchos ampliaram aos cinco minutos novamente com Tetê, que fez o segundo dele e o terceiro do tricolor. A partir desse momento, os meninos do sul passaram a jogar na boa e se pouparam pensando na segunda fase. Foi difícil ficar de pé por 40 minutos debaixo de chuva vendo uma partida em que nada acontecia. Ossos do ofício.


Essa foi a cena que mais se repetiu no Nogueirão: o Grêmio saindo para atacar


Bola levantada dentro da área do União Mogi


Uma das 67 chances de gol desperdiçadas pelo tricolor no tempo inicial


Segundo gol gremista marcado por Tetê em cobrança de pênalti


Escanteio a favor do Grêmio no tempo final


Confusão dentro da área do time paulista

O placar final de União Mogi 0-3 Grêmio colocou os gaúchos como líderes do Grupo 30, enquanto o Trindade de Goiás foi o segundo colocado. Na próxima fase essa chave irá enfrentar os classificados do Grupo 29, que está sendo disputado na cidade de Guarulhos.

Ensopado após quatro horas de chuva, saí de Mogi das Cruzes com ânimo para acertar os últimos detalhes da viagem de terça-feira. Teve mais Copa São Paulo no cronograma com direito a mais um time novo na Lista.

Até lá!

Trindade goleia o Bragantino e está na segunda fase da Copinha

Texto e fotos: Fernando Martinez


A última rodada da primeira fase da Copa São Paulo de Futebol Júnior começou a ser disputada na segunda-feira. Eu segui na rota dos times inéditos na minha Lista e fui até a cidade de Mogi das Cruzes, sede do Grupo 30, com o intuito de tirar uma pedra que ficou no sapato por uma temporada. Falo do Trindade de Goiás, que enfrentou o Bragantino de olho na classificação.

No ano passado os goianos passaram de fase e atuaram no mesmo Estádio Francisco Ribeiro Nogueira, o Nogueirão, contra o mesmo Bragantino. Só que escolhi ver o Estanciano do Sergipe em Diadema. Ganhei um time, mas fiquei chateado por ter perdido a chance de ver o Tacão ao vivo. Felizmente a FPF colocou o time na Grande São Paulo no ano seguinte, logo, não tinha como perder a oportunidade de finalmente colocá-los na Lista com o número 672.


Clube Atlético Bragantino (sub-20) - Bragança Paulista/SP


Trindade Atlético Clube (sub-20) - Trindade/GO


Capitães e quarteto de arbitragem designado para a decisão da segunda vaga do Grupo 30

Antes dessa rodada o Massa Bruta tinha três pontos ganhos e o Trindade dois. Contando com o favoritismo amplo do Grêmio contra o União Mogi, essa peleja praticamente definiria o segundo classificado da chave com os paulistas jogando pelo empate. Detalhe: choveu durante toda a ida até Mogi, durante a rodada dupla e também no caminho de volta. Fora que a temperatura foi agradabilíssima, 19 graus.

O onze goiano precisava vencer, então decidi acompanhar o ataque da equipe nos 90 minutos. Felizmente a escolha se mostrou acertada pois o Bragantino simplesmente não viu a cor da bola. O Trindade deitou e rolou em cima da zaga alvinegra sem nenhuma piedade e o número de oportunidades para abrirem o placar foi enorme.

Aos 24 minutos, Lucas, zagueiro paulista, salvou gol certo em cima da linha. No rebote, Daílson chutou pra fora com o gol aberto. Gustavo quase marcou aos 30 e aos 34, mas a bola saiu pela linha de fundo. O primeiro tempo foi todo do TAC, porém o gol só foi sair nos acréscimos dos pés de Wallyson.


Cobrança de falta a favor do time goiano


Ataque do Trindade pela esquerda


Bola levantada dentro da área do Massa Bruta

No tempo final o Braga voltou tentando fazer uma pressão, só que vacilou e deixou espaços monstro no seu setor defensivo. Bem armado, o Trindade soube aproveitar os buracos da zaga. Aos 11 minutos Gustavo saiu sozinho no contra-ataque, dividiu com o goleiro, ficou com a meta livre e fez o segundo.

Aos 14 o onze goiano teve escanteio pela direita. Na primeira cabeçada, bola na trave. No rebote, de novo outra cabeçada no travessão. A pelota então sobrou para Daílson encher o pé com raiva e fazer o terceiro. Estava fácil, e dez minutos depois Wallyson marcou o quarto gol trindadense em chute de longe que contou com uma preciosa ajuda do arqueiro Gabriel.


Detalhe da dividida entre Gustavo e Gabriel no segundo gol do Trindade contra o Bragantino


Atleta do TAC dominando a pelota dentro da área alvinegra


Escanteio a favor dos visitantes com corte da zaga


O Trindade foi superior durante os 90 minutos e conseguiu se classificar pelo segundo ano consecutivo

Caso tivesse sido mais caprichoso, o onze do Centro-Oeste poderia ter aplicado uma goleada ainda maior. No fim, o placar de Bragantino 0-4 Trindade foi a "revanche" da derrota de 2017 com juros e correção monetária. Na sua segunda Copa São Paulo em todos os tempos, a segunda classificação. Na próxima fase o adversário será o Goiás.

Bastante molhado em virtude dos 90 minutos de chuva na moleira (e sem ter como ficar na parte coberta do Nogueirão pois lá cabine de imprensa é artigo de luxo), me posicionei para captar as imagens posadas do jogo de fundo, que teve amplo favoritismo do time visitante.

Até lá!

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

No automático, Corinthians goleia o Pinheiro em Araraquara

Texto e fotos: Fernando Martinez


Fechando a segunda rodada do Grupo 17 da Copa São Paulo de Futebol Júnior, a Arena da Fonte foi palco de um daqueles duelos "Davi contra Golias" que estamos acostumados a sempre ver na primeira fase. De um lado o atual campeão Corinthians com seus dez títulos, dezoito finais e ostentando a melhor performance na história do certame. Do outro, o humilde Pinheiro Atlético Clube do Maranhão.

O Peixe da Baixada conquistou a vaga para sua segunda Copinha após ser campeão da Copa Maranhão sub-19 de 2017. Ano passado os maranhenses jogaram em Taubaté e foram derrotados três vezes, uma delas contra o próprio Corinthians por 6x0. Muitos reclamam, porém a graça da Copa São Paulo justamente é essa. Nada mais legal do que ver esses times perdidaços tão perto de casa.

Falando um pouco do Mosqueteiro de Parque São Jorge, a equipe vem na maior sequência invicta da história da Copinha. Desde a derrota na final de 2014, a molecada da base não perdeu mais. Contando o triunfo na estreia contra o Corumbaense, são 27 jogos com absurdas 26 vitórias e apenas um empate. Outra marca importante é a presença nas quatro últimas decisões. Ninguém chega perto desses números nos 49 anos de torneio.


Pinheiro Atlético Clube (sub-20) - Pinheiro/MA


Sport Club Corinthians Paulista (sub-20) - São Paulo/SP


Capitães dos times e quarteto de arbitragem

Só que não será fácil pro Timão manter essa sequência na atual temporada. O time claramente não é tão poderoso quanto era nos anos passados e os rivais diretos estão bem. O que se viu do alvinegro diante do Pinheiro foi uma atuação com o freio de mão puxado, algo até esperado diante da fragilidade do adversário.

A primeira chance de gol foi do rubro-verde aos cinco minutos quando Silvinho tentou encobrir o goleiro e Ronald salvou em cima da linha. Daí até o fim, só deu Corinthians. Mas a maior posse de bola e a permanência dentro do campo de defesa do Pinheiro não deram muito resultado, pelo menos nos primeiros 45 minutos.

O ataque paulista conseguiu furar o bloqueio maranhense apenas uma vez, aos 26 minutos, com o chute cruzado de Rafael Bilu que inaugurou o marcador. Pra não dizer que foi o único lance bom, vale dizer que o goleiro Thuca fez ótimas defesas e impediu que o Pinheiro sofresse pelo menos mais dois ou três gols.


Bola na área do Pinheiro e Rafael Bilu, atleta corintiano, na luta pelo domínio


Um dos vários ataques do Corinthians durante o tempo inicial


Investida do Timão pela direita

No tempo final a pressão ficou ainda maior, mas nada do gol sair. Somente aos 17 minutos saiu o segundo numa bela jogada pela esquerda e conclusão de Fabrício Oya. Aos 20 Vitinho mandou um tirambaço na trave e dois minutos depois ele mesmo fez o terceiro numa finalização no canto direito.

Aos 28, mais uma bola na trave, agora com William. Aos 32 entrou em campo Ramonzinho e ele deu um novo panorama pra peleja. Num espaço de dez minutos o camisa 7 marcou duas vezes, aos 37 e 42, e deu números finais a mais uma goleada corintiana na história da competição.

O resultado de Pinheiro 0-5 Corinthians colocou o Timão na segunda fase do certame com uma rodada de antecedência. Na rodada derradeira do Grupo 17, os meninos comandados pelo ex-lateral Coelho pegam a Locomotiva precisando de um empate para confirmarem o primeiro lugar na chave.


Ataque do Corinthians pela esquerda no segundo tempo


Comemoração corintiana pelo segundo gol contra o Pinheiro


Terceiro gol paulista, marcado por Vitinho


Aqui o quarto gol da goleada, feito por Ramonzinho

Nem bem o árbitro apitou pela última vez na Arena da Fonte e eu já estava a caminho da saída junto com os amigos. Não dava pra perder tempo, já que o ônibus de volta sairia da rodoviária às 18h40. Sei que percorremos os 277 quilômetros que separam Araraquara da capital do estado sem nenhum problema e com quatro horas de um bate-papo que alegrou todos os outros passageiros do coletivo.

Me mantive na rota da Copa São Paulo de Futebol Júnior na segunda-feira com mais time novo na Lista debaixo de uma chuva que não parou um minuto sequer. Pra matar time, vale (e muito) o sacrifício.

Até lá!

Ferroviária derrota o genial Corumbaense pelo Grupo 17

Texto e fotos: Fernando Martinez


De todos os 32 grupos da Copa São Paulo de Futebol Júnior, em apenas um deles a FPF colocou duas equipes que eu não tinha visto ao vivo. Falo do Grupo 17, sediado em Araraquara e que foi disputado na Arena da Fonte. Me programei para acompanhar a segunda rodada da chave, iniciando a jornada com o jogo entre Ferroviária e o genial Corumbaense.

Com o passar do tempo fui desistindo da jornada por conta de vários fatores, o principal deles, como não poderia deixar de ser, financeiro. No último momento contei com a preciosa ajuda dos amigos, aos quais deixo mais uma vez o muito obrigado registrado, e pude confirmar o cronograma. Caí da cama bem cedo no domingo e peguei o ônibus das nove da matina junto com o trio Sérgio, Bruno e Mário e também com o rei do Largo do Arouche, seu Natal.

A viagem seguiu de forma tranquila e se não fosse um cara que pegou o busão errado - ele precisava ir até Paranaguá, mas comprou a passagem até Araraquara - teríamos chegado cedo. Graças à bagunça feita pelo cidadão na parada em Limeira, perdemos cerca de vinte minutos que quase me custaram as fotos posadas. Na base da correria, tudo deu certo.


Ferroviária Futebol S/A (sub-20) - Araraquara/SP


Corumbaense Futebol Clube (sub-20) - Corumbá/MS


Capitães dos times e quarteto de arbitragem

O Carijó da Avenida foi fundado em 1914 e conquistou seu primeiro título sul-matogrossense em 1984. Já lia a revista Placar nesses tempos e o nome diferente me fez gostar do clube. Com o decorrer dos anos, ver uma partida do time passou a ser um sonho. Entre 1997 e 2005 o alvinegro se afastou do profissionalismo e pensei que não teria mais essa chance. O clube voltou aos bons momentos nas últimas temporadas e é o atual campeão estadual profissional e se classificou para a Copinha pela primeira vez com o título do sub-19. Não dava pra perder essa oportunidade.

Essa foi a terceira vez que visitei a sede de Araraquara no torneio. A primeira foi em 2007 com direito a uma rodada na antiga Fonte Luminosa, colocar o Guarany do Sergipe na Lista e também por viver momentos complicados off-futebol. A segunda visita foi num Ferroviária x Rondonópolis já na Arena da Fonte, na edição de 2012.

Falando de 2018, a AFE estreou bem e aplicou uma goleada de 6x1 em cima do Pinheiro com seis gols marcados nos primeiros 32 minutos. O clube do Mato Grosso do Sul foi derrotado pelo Corinthians. Por conta disso, até dava pra imaginar que a equipe grená venceria com facilidade. Mas nada disso aconteceu.

O onze araraquarense sofreu e sofreu muito durante o primeiro tempo e boa parte do segundo. Não porquê o Corumbaense jogou bem e sim por conta de muita afobação e de finalizações muito ruins. O primeiro tempo foi bastante abaixo da crítica e terminou sem chances perigosas e com um óbvio 0x0.


Wender, camisa 6 do Corumbaense, cabeceando a bola no seu campo de defesa


Chute perigoso a favor do onze local


Rafinha (10) tentando fazer o desarme de Wender (6)


Atleta do time sul-matogrossense protegendo a pelota

No tempo final o panorama não mudou muito. A cada chance perdida pela Ferroviária, a exigente torcida presente na Arena da Fonte se irritava ainda mais. Mesmo com o triunfo na estreia, o pessoal não estava perdoando os erros locais e a cada passe errado o que se ouvia era muita reclamação.

O clima ficou mais pesado aos 29 minutos quando o Corumbaense desperdiçou a chance de ouro de abrir o placar. Num contra-ataque primoroso, dois atacantes surgiram livres, só que ao invés do primeiro chutar direto, ele tocou pro seu companheiro, que estava impedido. O rapaz marcou porém o tento foi impugnado de forma correta.

Depois desse lance, e como aconteceu várias vezes em pelejas que estive presente durante a semana, achei que estava prestes a ver meu primeiro 0x0 do ano. Por sorte outra vez eu me enganei. Aos 32 minutos, numa jogada pela esquerda, Alex Silvério cruzou e a pelota bateu no joelho de Luís Henrique, indo morrer dentro do gol defendido por Clemer.

O gol curou milagrosamente toda a irritação da torcida, que a partir da vantagem no marcador passou finalmente a aplaudir os jogadores. Empurrado pelas arquibancadas, Luís Henrique fez o segundo gol da Locomotiva aos 52 minutos num belo chute no alto após passe da esquerda.


Ataque pela esquerda do Corumbaense ainda no tempo inicial


Clemer fazendo a defesa em ataque paulista


Luís Henrique chutando para fazer o segundo da Ferroviária

O Ferroviária 2-0 Corumbaense colocou o onze grená na segunda fase da Copa São Paulo com uma rodada de antecedência e eliminou o Carijó da Avenida. Sem tempo a perder, voltei ao gramado para captar as imagens oficiais do jogo de fundo. Teve atual campeão em campo também buscando a segunda vitória além de, claro, o segundo time novo da rodada.

Até lá!

domingo, 7 de janeiro de 2018

Tudo igual entre Aimoré e Flamengo no Grupo 21 da Copinha

Texto e fotos: Fernando Martinez


O segundo jogo da segunda rodada do Grupo 21 da Copa São Paulo de Futebol Júnior reuniu duas equipes que não estamos acostumados a ver se enfrentar: Flamengo, três vezes campeão da competição e na sua 32ª participação, e Aimoré, o genial time de São Leopoldo que disputa o certame apenas pela segunda vez.

O Fla goleou o Ji-Paraná na estreia e queria emplacar o segundo triunfo seguido e conquistar a classificação por antecedência. O Índio Capilé empatou com o Oeste numa peleja aonde ganhava até o último minuto e pretendia beliscar pelo menos um empate para ainda ter chance de classificação na última rodada.

Fundado em 1936, o Clube Esportivo Aimoré é um dos times mais legais do Rio Grande do Sul sem dúvida nenhuma. Desde moleque tinha vontade de ver uma partida da equipe e consegui o feito numa visita ao estado em 2012 (derrota pro São José pelo estadual sub-20). Cinco anos antes, conheci o belo estádio de São Leopoldo numa das viagens mais geniais da minha vida. Jogando do lado de casa, não tinha como deixar de ver mais uma vez o onze alvi-azul em campo.


Clube Esportivo Aimoré (sub-20) - São Leopoldo/RS


Clube de Regatas do Flamengo (sub-20) - Rio de Janeiro/RJ


Quarteto de arbitragem e capitães das equipes

Diferente do que muitos poderiam imaginar, o Flamengo não conseguiu repetir a atuação que teve na estreia contra o Ji-Paraná. Talvez por falta de atenção, por preguiça ou por terem usado um salto alto monstro, o que se viu foi uma postura até certo ponto blasé por parte dos meninos rubro-negros.

O Aimoré fez a sua parte direitinho e não quis pensar só em se defender. Os gaúchos foram pro ataque e equilibraram as ações durante a maior parte do primeiro tempo. O Fla jogava sem muito ímpeto e apesar de ter chegado bastante dentro da área adversária, teve poucas coisa digna de registro.

Isso mudou aos 26 minutos, momento em que os cariocas abriram o marcador. A bola foi cruzada da esquerda, Lucas Silva matou e tocou pro lado. Luis Henrique chutou de primeira e fez o primeiro do Flamengo. Aos 35, quase o segundo num lance aonde Otávio, goleiro do Aimoré, foi um gigante. Lucas Silva chutou duas vezes na sequência e em ambas o arqueiro fez milagre.

Saí do gramado e fui até a parte alta da Arena ver dali o tempo final. O papo no vestiário deve ter sido bom, pois o Fla voltou um pouco mais focado e o gol não saiu por sorte em dois momentos. O primeiro aos quatro minutos em chutaço de longe de Pepê e defesa difícil de Otávio. O segundo aos 16 em jogada individual de Lucas Silva na pequena área.

O Aimoré não conseguia passar do meio-campo, porém na primeira vez que o fez, saiu o empate. Em cobrança de lateral da direita a bola foi jogada na área e Dutra apareceu para acertar um belíssimo tiro no canto esquerdo de Hugo Souza. Com o 1x1 no placar, os atletas se animaram. Vimos oportunidades das duas agremiações pro segundo gol. Pela primeira vez na rodada dupla teve animação em campo. Só que o empate foi inevitável.


Disputa de bola na lateral do ataque gaúcho


Ataque do Aimoré sob a firme marcação de atleta rubro-negro


O goleiro Hugo Souza subindo no terceiro andar para cortar um cruzamento


Atleta do Aimoré tentando passar por cima de defensor flamenguista


Chegada do Índio Capilé no tempo final


Matheus Alves, camisa 21 do Fla, arriscando de longe

O placar final de Aimoré 1-1 Flamengo manteve os cariocas na liderança do Grupo 21 com quatro pontos ganhos e seis gols de saldo. O Oeste também tem quatro, mas saldo de um. O Aimoré tem dois e na rodada final, os gaúchos precisam vencer o Ji-Paraná por uma boa margem de gols e torcer por pelo menos um empate no jogo de fundo.

Saí da Arena Barueri sem demorar muito pois precisava descansar. A jornada do domingo começou muito cedo, foi longe de casa e teve direito a dois times novos na Lista no único grupo aonde isso poderia acontecer.

Até lá!

Oeste vence pela primeira vez na história da Copa São Paulo

Texto e fotos: Fernando Martinez


Seguindo a rota da Copa São Paulo de Futebol Júnior, não teve nenhum time novo no cronograma do sábado, mas mesmo assim valeu demais a pena, já que tive a oportunidade de acompanhar de perto duas equipes que não costumam pintar nessas bandas. Abrindo a rodada, o Oeste, que faz sua estreia no certame, enfrentou o Ji-Paraná de Rondônia na Arena Barueri, sede do Grupo 21.

Essa é a quarta participação do time rondoniense na Copinha em todos os tempos, e nas três anteriores - 2011, 2012 e 2014 - o time venceu apenas um jogo de nove disputados, tendo como melhor colocação o 76º lugar de 2014. Depois de sofrer uma goleada de 6x0 na estreia pro Flamengo, nada fazia crer que esse ano o panorama fosse mudar. Aqui no JP, essa é a segunda vez que o pessoal aparece. A primeira foi em 2014 em jogo contra o Rio Branco do Acre.

Sede regular da Copa São Paulo desde 1999 (com exceção de 2010), Barueri agora tem como seu representante oficial o Oeste, ex-Itápolis, que nunca havia disputado o torneio. Vale lembrar que a cidade já foi representada pelo Roma (em 2001), Grêmio Barueri (2002 a 2010), Sport Barueri (2011) e novamente o Grêmio (2012 a 2015). Em 2016 e 2017, o osasquense Audax foi o time-sede.


Oeste Futebol Clube (sub-20) - Itápolis/SP


Ji-Paraná Futebol Clube (sub-20) - Ji-Paraná/RO


Quarteto de arbitragem e capitães dos times

O rubro-negro empatou na estreia (na bacia das almas e com um pênalti bastante contestado) e queria vencer pela primeira vez contra o Galo. Olha, só que se depender da atuação do sábado, o negócio não vai longe. Os atletas não estavam numa grande tarde e maltrataram a pelota na maior parte dos 90 minutos.

A melhor oportunidade de gol aconteceu num bom chute de Éverton, camisa 8 do Oeste, que bateu na trave do goleiro Marcelo Maia. Tirando isso, muita firula no ataque local e um resultado em branco no intervalo. Se a coisa no tempo inicial não foi uma Brastemp, no segundo piorou ainda mais.

As duas agremiações não fizeram nada de bom. Sério, nada de bom de verdade. Pode até parecer exagero, mas infelizmente não é. O tempo custou a passar e o que valeu foi ouvir o bom e velho rock and roll no meu celular. Se não fosse o som dos Monkees e dos Beatles, certamente teria dormido em virtude da inoperância dentro de campo.

Não apostava um dólar furado que um gol aconteceria e por bênção de ser divino que estava ligado na peleja, aos 33 minutos a torcida pôde comemorar um tento do onze paulista. A bola foi cruzada na área, um zagueiro cabeceou pra trás e Nathan apareceu livre para chutar no canto do arqueiro. Se não fosse a falha do defensor, teria visto meu primeiro 0x0 no ano.


Zagueiro do Ji-Paraná fazendo um preciso corte em cruzamento dentro da sua área


Hora da careta na Arena Barueri


Ataque do rubro-negro local pela esquerda com a marcação do camisa 14 Pedro Yan


Chegada do time de Rondônia e a fácil defesa do goleiro do Oeste


Chegada mais junto do defensor do Galo em atacante paulista

O placar final de Oeste 1-0 Ji-Paraná deixou o rubro-negro com chances de vaga para a segunda fase. O problema é que o time terá pela frente na última rodada nada menos do que o poderoso Flamengo. Falando nele, o jogo de fundo reuniu o time carioca contra uma equipe genial que só tinha visto uma vez até hoje.

Até lá!