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quarta-feira, 22 de março de 2017

Oeste e Barretos maltratam a bola e empatam sem gols

Texto e fotos: Fernando Martinez


Na noite da terça-feira começou a 12ª rodada da primeira fase do Campeonato Paulista da Série A2. Foram dois jogos realizados, um em São Caetano do Sul e outro em Barueri. Acabei escolhendo a segunda opção, e ao final dos 90 minutos ficou claro que não dei sorte, Numa vazia Arena Barueri, o Oeste enfrentou o Barretos em peleja importante na luta contra o rebaixamento.


Oeste Futebol Clube - Barueri/SP


Barretos Esporte Clube - Barretos/SP


Os capitães dos times junto com o quarteto de arbitragem com Adriano de Assis Miranda, Osvaldo Apipe Filho, Ricardo Luis Buzzi e Saulo Samuel Felix

Ao final da 11ª rodada, o rubro-negro estava no 12º lugar com 13 pontos ganhos enquanto o Touro do Vale ocupava uma posição abaixo com um ponto a menos. Nada indicava que a partida pudesse ser disputada na base da emoção, mas que ela podia ter sido um pouco melhor, ah, isso podia.

Sem vencer em Barueri há quatro jogos o Oeste até que ficou mais tempo com a bola nos pés durante o primeiro tempo, só que isso não se traduziu em chances de gol. A única real oportunidade aconteceu aos 23 minutos num chute de longe que terminou com sensacional defesa do goleiro barretense Wanderson.

O Barretos apostou nos contra-ataques, teve alguns escanteios a favor e bons ataques pelas laterais, porém nem chegou perto de abrir o marcador. Com esse panorama árido de emoções, no intervalo o marcador estava em branco.


Início de investida do Oeste no começo da peleja


Bola que passou por todos na área do Barretos, inclusive pelo atacante local


Bom ataque rubro-negro pela direita


Nesse lance, os jogadores do Oeste pediram pênalti (que não aconteceu) ao árbitro

Enquanto os times estavam nos vestiários, fui dar aquela volta pela Arena e vi apesar do estádio estar vazio, a área VIP estava animadíssima, com direito até a show ao vivo. É fato que a maior parte do pessoal ali não se preocupava muito com o que rolava no gramado.

Resolvi não encarar o show que fazia a cabeça da rapaziada e retornei ao gramado pro tempo final, na esperança de que algum heroi, independente da agremiação, salvasse a noite. Pena que ficou só nisso, já que a falta de inspiração geral ainda era mais forte do que qualquer outra coisa.

Os visitantes foram mais tímidos nesse segundo tempo e ficaram apenas nos contra-ataques. O rubro-negro atacou bastante mas pecou nas finalizações e no preciosismo. Mesmo assim Wanderson ainda foi capaz de fazer três grandes defesas, a melhor delas nos acréscimos num chute à queima-roupa pela direita.


Chance local pelo alto no começo do tempo final


O Oeste ficou quase o segundo tempo inteiro com a bola nos pés, mas não transformou esse domínio em gols


Boa saída do arqueiro visitante para fazer a defesa

No final, o Oeste 0-0 Barretos foi ruim para baruerienses e barretenses, pois ambos ainda estão próximos demais na zona de rebaixamento faltando sete rodadas pro término da primeira fase. Como caem seis equipes, o futebol precisa urgentemente ser melhor do que o atual, caso contrário a A3 em 2018 é uma enorme realidade para ambos.

Barueri é longe de casa e confesso que estava bem cansado ao final dessa jornada no quarto dia seguido de futebol, tanto que dormi de ponta a ponta no trem que me trouxe à capital. Só que a luta não pára, e na quarta-feira teve mais, também seguindo pelos trilhos da Linha 8 - Diamante da CPTM, agora pela Série A3 e com a volta do Projeto 40.

Até lá!

terça-feira, 21 de março de 2017

De volta ao Canindé, Lusa volta a vencer após quatro jogos

Texto e fotos: Fernando Martinez


Na noite da última segunda-feira finalmente a Portuguesa voltou a atuar na sua casa pelo Campeonato Paulista da Série A2 depois de 38 dias. O rubro-verde pisou no gramado do Estádio Osvaldo Teixeira Duarte para um confronto complicadíssimo contra o último invicto do certame, o Rio Claro, time 36 a entrar na lista do Projeto 40.

O último jogo da Lusa no Canindé foi no dia 10 de fevereiro, uma vitória por 1x0 contra o Sertãozinho que colocou o time em nono lugar. A situação naquele momento já não era das melhores e desde então ela só vem piorando numa crise que parece não ter fim. Nos últimos quatro compromissos, quatro derrotas e a entrada na zona de rebaixamento.


Associação Portuguesa de Desportos - São Paulo/SP


Rio Claro Futebol Clube - Rio Claro/SP


O árbitro Thiago Luis Scarascati, os assistentes Daniel Luis Marques e Luís Felipe Silva e o quarto árbitro André Luiz Cozzi posam para as lentes do blog junto com os capitães dos times

Para deixar a missão ainda mais complicada, o adversário simplesmente era o último invicto do futebol paulista na atual temporada e o vice-líder da A2 após dez rodadas, o Rio Claro. Páreo duro para os paulistanos na minha primeira peleja do Azulão depois da final da A2 de 2013, também contra a Portuguesa, também no Canindé.

836 pessoas pagaram ingresso na fria noite paulistana e viram um primeiro tempo que surpreendeu de forma positiva. A peleja começou com um susto na torcida pois logo aos quatro minutos o Rio Claro saiu na frente. Depois de escanteio da esquerda, Daniel Bueno se infiltrou entre os defensores locais e completou de cabeça, colocando o Azulão em vantagem.

Diferente do que vem apresentando na competição, os atletas da Portuguesa não se assustaram e mostraram muita raça, se dedicando por completo em busca da virada. Aos oito minutos, o estreante Leandro Domingues recebeu bom passe na direita e foi derrubado dentro da área. Bruno Silva cobrou o pênalti no canto direito de Paulo Vítor e empatou.

E foi justamente o ex-atleta do Vitória, Cruzeiro e Kashiwa Reysol o maior destaque da noite. Ele colocou ordem no meio-campo e criou as melhores chances pro time do Canindé. Aos 25 minutos, o argentino Mateo Bustos deu um passe açucarado para o camisa 10, que entrou na área e bateu na saída de Paulo Vítor.

Agora na frente do placar, a Lusa levou o restante do tempo inicial na boa e sem dar espaços ao adversário. Ricardo Berna praticamente não teve trabalho e viu o intervalo chegar com a vitória local por 2x1. Certamente esses foram os melhores 45 minutos rubro-verdes em toda a competição.


Lance do gol do Rio Claro apenas aos quatro minutos de partida


Bola estufando as redes no empate da Portuguesa


Ricardo Berna cortando cruzamento na área


Chegada do Azulão no final do tempo inicial

Já no tempo final a coisa mudou de figura. Os times voltaram a campo com um futebol mais cadenciado e com praticamente nenhum ataque digno de registro até por volta dos 25 minutos. A partir daí, como que num passe de mágica o Rio Claro acordou.

O Azulão teve duas ótimas chances em chutes de longe de Hudson e Danilo Lopes aonde Ricardo Berna defendeu com segurança. É, só que o arqueiro quase se torna o vilão da noite em duas péssimas saídas do gol nos últimos minutos. Vinícius Corrêa, salvador zagueiro lusitano, salvou dois gols rio clarenses certos em cima da linha.


Leandro Domingues batendo escanteio pela esquerda no segundo tempo


Bruno Silva preparando tiro de fora da área


Ataque lusitano pela esquerda


O Rio Claro chegou muito perto de deixar tudo igual no placar, mas o time rubro-verde estava com a sorte ao seu lado

Bruno Silva ainda quase fez o terceiro no último lance e dessa vez foi a zaga visitante que salvou. Para o alívio geral o jogo terminou com o placar do primeiro tempo: Portuguesa 2-1 Rio Claro. O emocionante triunfo tirou a Lusa do Z6 e agora o clube ocupa a 13ª posição com 14 pontos. Óbvio que a situação está bem longe do ideal, mas quem sabe essa vitória não seja o início da salvação. Já o Azulão saiu do G4 e perdeu a invencibilidade, porém é certamente candidato ao acesso.

Esse foi o terceiro de nove dias seguidos com futebol pela capital e redondezas. Na terça-feira teve o início da 12ª rodada da A2 e dessa vez encarei sozinho uma ida até a cidade de Barueri.

Até lá!

segunda-feira, 20 de março de 2017

Tarde molhada e tudo igual entre Guarani e Penapolense no Brinco

Texto e fotos: Fernando Martinez


O Projeto 40 está próximo de ser concluído e no último domingo fiz a derradeira viagem do cronograma. O destino foi a cidade de Campinas, mas dessa vez com uma visita ao belo Estádio Brinco de Ouro da Princesa. Na pauta, o encontro entre Guarani e Penapolense pela 12ª rodada do Campeonato Paulista da Série A2.

Essa partida não estava na programação original do Projeto, já que a ideia era ver os dois aqui perto da capital. Como a televisão mudou várias pelejas de dia e horário e eu mudei meu planejamento algumas vezes, não restou outra alternativa a não ser colocar as figurinhas 34 e 35 de uma vez do álbum indo até a terceira maior cidade do estado.


Guarani Futebol Clube - Campinas/SP


Clube Atlético Penapolense - Penápolis/SP


O árbitro Adriano de Assis Miranda, os assistentes Fabrício Porfírio de Moura e Luís Alexandre Nilsen e o quarto árbitro Luiz Carlos Ramos Júnior junto com os capitães dos times

Esse foi apenas o segundo confronto entre Guarani e Penapolense na história do estadual. No primeiro, acontecido na A2 do ano passado, o CAP se deu melhor e venceu por 2x0 jogando no Tenente Carrico. Jogando na sua casa, o Bugre precisava vencer para não se afastar ainda mais do G4.

Desisti de fazer a sessão matutina de futebol para não ter problema com o horário do ônibus. A viagem foi feita de boa, sem problema e dentro do tempo estipulado. Na rodoviária encontrei o "amigo do JP" Luciano Claudino e seguimos pro Brinco com o sol desaparecendo e em seu lugar surgindo inúmeras nuvens carregadas. A promessa era de chuva.

Falando do tempo, graças a uma sensacional frente fria o final de semana teve frio e chuva, mas dizer simplesmente que choveu é pouco perto do volume absurdo de água que caiu durante os 90 minutos. Fazia muito tempo que não via um jogo ser disputado debaixo de um dilúvio tão intenso e que não deu trégua por um minuto sequer. O que me salvou foi ter ficado no túnel de entrada do time da casa por cortesia dos fiscais da FPF. Se não fosse isso, estaria perdido.

O gramado do Brinco segurou a onda apenas nos primeiros minutos. Depois o que se viu foram os atletas tentando driblar seus adversários e as poças d'água. A primeira chance da peleja aconteceu logo no primeiro minuto quando PV, camisa 5 do Penapolense, tocou de cabeça e a bola bateu na trave.

No decorrer do tempo inicial não vimos muita chance de gol e as ações ficaram concentradas no meio-campo. As maiores emoções aconteceram em lances com Bruno Nazário. Por duas vezes ele caiu dentro da área visitante e todos pediram pênalti, porém o árbitro nada marcou. Foi com o placar em branco que o primeiro tempo se encerrou.


Choveu muito durante todo o jogo no Brinco de Ouro. Os times sofreram com o gramado encharcado


Crystian (2) cruza com a marcação firme de Uederson (19)


Penapolense trocando passes pela direita


Alef (13) passa, mas a bola fica parada na poça d'água


Fumagalli cobra falta no final do primeiro tempo

No segundo tempo o temporal continuou firme e forte e no primeiro momento de perigo o placar foi inaugurado. Só que para a tristeza da maioria dos 3.736 pagantes, foi um gol do escrete visitante. Léo Carvalho cobrou falta da direita, a bola passou por todo mundo dentro da área e foi morrer no fundo do gol de Luís Henrique.

Ao invés de se abater com o tento sofrido, o Guarani foi pra cima e passou a ocupar o campo de defesa da Pantera da Noroeste. Se não dava pra chegar pertinho da meta defendida por Samuel Pires graças ao gramado molhado e por conta da boa atuação do setor defensivo, a alternativa era chutar de longe.

Depois de tanta insistência, quando o relógio marcava 26 minutos a equipe campineira deixou tudo igual. Fumagalli, sempre ele, avançou com a pelota pela esquerda e tocou para o camisa 9 Eliandro. Ele driblou o zagueiro e chutou forte no canto para finalmente vencer o arqueiro da Pantera.

O empate não sossegou o ímpeto bugrino e dali até o fim rolou mais pressão em cima da zaga do CAP. Samuel apareceu bem e no último lance da molhada tarde, a virada não aconteceu por milagre. Após chute de longe, a bola bateu na trave, voltou na pequena área e os atacantes não conseguiram finalizar. Apesar de merecer a vitória, não teve jeito pro Bugre.



Jogadores dentro da área do Bugre no lance do primeiro gol do Penapolense, marcado por Léo Carvalho. Na segunda foto, a comemoração pelo tento


Samuel Pires faz grande defesa em chute de longe



Bola estufando as redes do CAP no gol de Eliandro e a alucinada comemoração pelo empate no Brinco


Nessa imagem, a bola quase se perde em meio à água presente no gramado da casa alviverde


Último ataque do Bugre e por muito pouco o time não virou o marcador... a bola bateu na trave

No fim, o Guarani 1-1 Penapolense não foi bom para nenhum dos times. O Bugre continua em oitavo, agora com 16 pontos, e o CAP está uma posição acima com 17. Ambos não estão longe do G4 e tudo ainda é possível faltando oito jogos para o final da primeira fase da competição.

Por obra divina a chuva que castigou quem estava em campo parou exatamente na hora do apito final e com isso pude finalizar a jornada na boa. A viagem SP-Campinas foi feita no sossego e cheguei em casa um pouco além do esperado, mas nada assim tão grave. Na segunda teve mais futebol pela Série A2, dessa vez bem do lado de casa.

Até lá!

Nacional derrota o Marília e sobe na tábua de classificação da A3

Texto e fotos: Fernando Martinez


Na tarde do último sábado o Nacional teve seu sexto compromisso no Estádio Nicolau Alayon pelo Campeonato Paulista da Série A3. O time ferroviário recebeu o Marília pela 12ª rodada do certame em busca da reabilitação imediata depois da derrota sofrida na quarta-feira contra o Atibaia, também dentro de casa.

Diferente do que muitos possam imaginar, a enorme tradição de ambos na história do futebol paulista não se traduz num grande número de confrontos entre os dois. Esse foi apenas o 11º Nacional x MAC em todos os tempos, o primeiro desde 2002. Nos dez compromissos realizados, equilíbrio total com quatro vitórias pra cada lado e dois empates.


Nacional Atlético Clube - São Paulo/SP


Marília Atlético Clube - Marília/SP


Capitães dos times junto ao árbitro Cesar Luiz de Oliveira, os assistentes Alexandre de Oliveira e João Petrucio dos Santos e o quarto árbitro Anisio Batista Junior

O quórum de amigos que foram até a Água Branca foi grande, diferente do que aconteceu nas apresentações anteriores, e todos viram uma partida boa, melhor do que a média da atual temporada futebolística. Até o trigésimo minuto do tempo inicial o panorama foi de muito equilíbrio, atletas concentrados no meio de campo e poucas chances de gol.

No último terço o MAC passou a atacar mais e chegou a assustar o goleiro Felipe Lacerda mais de uma vez. E como diz a velha máxima, "quem não faz toma". No último lance do primeiro tempo o onze ferroviário abriu o marcador. Após escanteio cobrado pela esquerda, Jeferson subiu mais alto do que os zagueiros e cabeceou para colocar os locais em vantagem.


Jogador nacionalino correndo para não deixa a bola sair pela linha de fundo


Pelota levantada na área do Marília que não encontrou nenhum atleta local pelo caminho


Jogada dentro da área visitante no fim do tempo inicial

No tempo final o Marília voltou disposto a conseguir o empate, mas sofreu um baque aos 11 minutos quando Léo Franco simulou ter sofrido pênalti. Ele tomou o segundo cartão amarelo, logo, foi expulso do gramado. O lance foi muito contestado pelo onze visitante e o técnico Luciano Quadros também foi expulso após reclamar acintosamente.

Com um a mais, assim como contra o Atibaia, o Nacional não conseguiu se impor e viu o adversário continuar melhor em campo. Só que a sorte que não esteve do lado local na rodada anterior, apareceu com sobras no sábado. O MAC teve três oportunidades incríveis para deixar tudo igual e ão converteu nenhuma. Nas duas primeiras, Alessandro Lopes e Eduardo tiraram tinta do travessão e a terceira, direto dos pés de Dugaia, bateu no pé da trave e ele mesmo perdeu o rebote.

Nos últimos minutos o escrete ferroviário ainda criou sua melhor chance no tempo final numa escapada pela esquerda que terminou com a bola triscando a trave esquerda de Éder. Ao último trilar do apito na tarde, alívio por parte da torcida, atletas e comissão técnica do time da casa.


Falta a favor dos donos da casa no segundo tempo


Cabeçada perigosa no ataque do time ferroviário


Disputa de bola entre Emerson Mi (10) e Eduardo Grasson (4)


A melhor chance de gol local no segundo tempo aconteceu nesse lance, mas a bola bateu na trave

O placar final de Nacional 1-0 Marília colocou o time da Água Branca na quinta colocação ao final da 12ª rodada. Com 21 pontos, o time não pode mais bobear nos três jogos em casa que restam e ainda vai precisar lutar bastante pela classificação. Já o Tigre se manteve com 17 pontos e entrou na zona de degola. Aliás, a diferença entre o Grêmio Osasco, oitavo colocado, e o MAC, 15º, é de apenas um ponto. O rebaixamento será definido por detalhes.

Esse foi o primeiro dia om futebol de um total de nove (!) entre 18 e 26 de março, provavelmente um recorde no futebol do estado. Cortesia da TV que toda a tabela da semana proporcionando a chance de fazer uma imensa insanidade em busca de uma marca histórica. O futebol voltou à tona no domingo, com uma jornada bem molhada no interior pela Série A2.

Até lá!

sexta-feira, 17 de março de 2017

A volta da Libertadores ao JP com o genial Jorge Wilstermann

Texto e fotos: Fernando Martinez


O dia é 21 de abril de 1999. Na tarde daquela quarta-feira, feriado em todo o país, o Corinthians recebeu o genial Jorge Wilstermann no Pacaembu na volta das oitavas da Libertadores. Infelizmente não consegui um mísero ingresso mesmo ficando mais de três horas numa das inúmeras filas que cercavam a Praça Charles Müller. No fim, fui obrigado a voltar pra casa e fiquei sem ver o time boliviano.

Dezoito anos depois, eis que pintou a oportunidade de finalmente tirar essa pedrinha do sapato, mesmo sabendo que seria muito difícil conseguir um ingresso para o confronto dos aviadores contra o Palmeiras pela atual edição da Taça Libertadores da América. Difícil porque ver o alviverde no Allianz Parque não sendo sócio-torcedor é praticamente impossível.

Contando com uma enorme sorte consegui adquirir meu ingresso online muito tempo depois do início da venda oficial. Mesmo com mais de 32 mil bilhetes já vendidos, comprei um no setor mais barato sem nenhum percalço. Essa foi minha segunda visita ao estádio, a primeira numa apresentação do Palmeiras (a estreia oficial ali foi o amistoso entre Brasil e México antes da Copa América do Chile 2015).


Visão geral de Palmeiras x Jorge Wilstermann, minha segunda visita ao Allianz Parque

Um leitor mais novo do blog pode achar estranho rolar uma matéria do torneio mais importante do continente por aqui, afinal, ele não é nada perdido. Realmente, nos últimos anos não tivemos muitas coberturas, só que de 2005 até 2009 vira e mexe pintava algum post, quase sempre, claro, com times novos para a Lista.

Tanto isso é verdade que o próprio time da Zona Oeste foi alvo de coberturas nos nossos primeiros anos. A primeira matéria em todos os tempos foi o confronto contra o falecido Tacuary do Paraguai na primeira fase de 2005. Depois vieram confrontos contra o Deportivo Tachira e Rosario Central em 2006, uma epopeia pessoal contra o genial Real Potosí pela primeira fase de 2009 (a última vez que vi um jogo da SEP como mandante no seu campo até então) e vitórias contra Sporting Cristal e Tigre em 2013.

Voltando ao presente, depois que cobri Nacional x Atibaia na parte da tarde fui até a casa palestrina e retirei minha entrada sem muvuca. Pena que na hora da partida a "ótima" organização tenha feito uma lambança monstro criando corredores e mais corredores e isso tenha atrapalhado demais a entrada de todos que foram ao Gol Norte. O negócio demorou, porém felizmente consegui entrar antes do apito inicial para colocar o time número 651 na minha Lista.


Bola zanzando dentro da área do genial Jorge Wilstermann, time com um dos nomes mais legais do continente


Gol palmeirense que foi anulado no segundo tempo


Disputa de bola no meio-campo em um jogo sofrido para a torcida do time brasileiro

Nem preciso falar muito sobre o que aconteceu durante os quase 100 minutos de futebol, pois todos viram o que aconteceu. O Palmeiras sofreu, suou a camisa e conseguiu derrotar o onze boliviano com um gol do colombiano Mina aos 50 do segundo tempo. Que o time foi mal, não há como negar, mas é fato também que o Jorge Wilstermann mostrou ser uma equipe muito bem armada e que os 6x2 contra o Peñarol na semana anterior não aconteceu por obra do acaso. Aliás, parabéns para o pessoal da "mídia especializada" que colocou como certa uma goleada palmeirense.

O placar final de Palmeiras 1-0 Jorge Wilstermann colocou os paulistanos na liderança isolada do Grupo 5 da Libertadores com quatro pontos ganhos após duas rodadas disputadas. Contra o Peñarol deixarei quieto, porém na última peleja dessa fase contra o Atlético Tucumán tentarei repetir o milagre de conseguir um ingresso.

Terminei a jornada saindo correndo em meio aos alucinados torcedores do verde pois o que mais queria era meu sofá. É, não é fácil, mas quando falamos de time novo, vale o sacrifício de acompanhar um jogo nada perdido. Ossos do ofício!

Até a próxima!